A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) do Ceará, em articulação com o Governo do Estado, obteve a aprovação de um financiamento de R$ 113,5 milhões junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os recursos serão destinados à fase de engenharia do projeto de produção de amônia verde a ser instalado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP).
O financiamento contempla as etapas de pré-FEED (estudos preliminares de viabilidade) e FEED (projeto técnico detalhado), fundamentais para viabilizar a implantação de uma planta de produção de amônia verde com capacidade de 900 mil toneladas por ano. O projeto é conduzido pela Casa dos Ventos em parceria com a multinacional TotalEnergies e integra um pacote de investimentos que pode ultrapassar R$ 12 bilhões.
Para Fábio Feijó, presidente da ZPE Ceará, a aprovação do aporte pela Finep é mais do que um suporte financeiro, pois representa o reconhecimento da estratégia adotada pelo Estado para liderar a transição para uma economia de baixo carbono. “Sob a liderança do governador Elmano de Freitas, o Ceará reafirma sua vocação para liderar a transformação energética do Brasil. Este projeto transforma conhecimento em oportunidade, tecnologia em desenvolvimento e energia limpa em emprego e renda para os cearenses”, afirmou.
O presidente ainda destacou o papel da ZPE na articulação entre os objetivos do regime especial de exportação e os critérios técnicos exigidos pela Finep. A convergência foi essencial para viabilizar o projeto dentro dos parâmetros de inovação, sustentabilidade e competitividade. Segundo ele, os investimentos previstos terão forte impacto na estrutura produtiva cearense, com a geração de centenas de empregos e o fortalecimento de cadeias industriais ligadas à economia verde.
Além do aspecto técnico, o financiamento também terá efeitos estratégicos na formação de mão de obra qualificada e no desenvolvimento de tecnologias nacionais. A iniciativa prevê parcerias com instituições de ensino, universidades locais e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em Fortaleza, fortalecendo a articulação entre academia, setor produtivo e governo.
Com o avanço desse projeto, o Ceará consolida sua posição como protagonista no cenário internacional da transição energética e na emergente indústria do hidrogênio verde (H2V), mirando não apenas exportações, mas a construção de um novo modelo de desenvolvimento sustentável e tecnológico para o Brasil.
