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Pela primeira vez, Petrobras tem mais mulheres do que homens na diretoria

Com a nomeação da engenheira Angélica Garcia Laureano como diretora executiva de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, a companhia registra, pela primeira vez em sua história, uma diretoria com maioria feminina. Com um total de nove integrantes, cinco são mulheres, incluindo Magda Chambriard, que ocupa a presidência da estatal.

Segundo a Petrobras, a nova composição da diretoria executiva “representa o compromisso da companhia com a diversidade e a equidade de gênero e reforça sua posição de vanguarda no mercado brasileiro”.

“Estamos comprometidas em ampliar a participação feminina em todos os setores da Petrobras, porque acreditamos que o ambiente de trabalho é mais saudável e produtivo quando há diversidade na equipe. Espero que possamos inspirar outras mulheres a almejarem posições de liderança, especialmente no setor de petróleo e gás, ainda majoritariamente masculino”, afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

De acordo com o estudo Mulheres em Ações, divulgado pela B3, bolsa de valores do Brasil, apenas 6% das 359 companhias listadas têm três ou mais mulheres em sua diretoria estatutária. Em 59% dessas empresas, não há nenhuma mulher na composição da diretoria.

A nova diretora Angélica Laureano já atuou na Petrobras nas áreas de Materiais, Abastecimento, Gás e Energia, além de ter presidido a Gaspetro, subsidiária da companhia em parceria com a Mitsui Gás S.A., responsável pela gestão de participações em 19 distribuidoras de gás natural em diversos estados. Após se aposentar da Petrobras, atuou como consultora em diversos projetos na área de gás natural. Mais recentemente, exercia a presidência da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil S.A.

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

A Diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras foi criada em abril de 2023 com o objetivo de centralizar e fortalecer as iniciativas da empresa voltadas à transição energética. A área abrange os processos de gás e energia, mudanças climáticas, descarbonização e energias renováveis, além de atuar de forma integrada com outras diretorias na pesquisa e desenvolvimento de projetos relacionados ao tema.

“Seguiremos investindo fortemente em projetos de descarbonização, na produção de combustíveis mais sustentáveis e na diversificação de fontes de energia renovável. Como líderes na transição energética, reiteramos o compromisso de zerar nossas emissões operacionais, o net zero, até 2050”, afirmou, em nota, a nova diretora Angélica Laureano.