O pré-candidato ao Senado pelo Partido Novo, General Guilherme Theophilo, apontou que a falta de uma aliança entre os principais nomes da direita nas eleições municipais de 2024, em Fortaleza, enfraqueceu a possibilidade de vitória do campo conservador no pleito. Em entrevista ao Opinião CE, Theophilo revelou bastidores das tentativas frustradas de aliança entre Eduardo Girão, Capitão Wagner e André Fernandes, todos candidatos à Prefeitura da capital cearense naquele ano.
Segundo ele, as conversas para uma composição entre os três chegaram a acontecer, mas as divergências pessoais e estratégicas acabaram barrando a união. “Participei de várias reuniões, ainda no início das articulações. Os três estiveram juntos tentando construir essa união. Mas, desde o começo, as divergências eram muito grandes”, revelou.
De acordo com Theophilo, Capitão Wagner propôs que o nome escolhido fosse aquele com maior viabilidade nas pesquisas de opinião, posição que não foi aceita pelos demais. “O Wagner defendia que a candidatura fosse do mais bem posicionado nas pesquisas. E, naquele momento, ele liderava os índices. Mas o Girão se manteve irredutível e afirmou que não abriria mão da candidatura, mesmo sabendo do risco de uma votação irrelevante. E o André tem um ego muito elevado, é um rapaz novo, muito dinâmico, tem um eleitorado muito grande e também não abriu”, explicou.
Theophilo também comentou o desempenho da direita no segundo turno, quando André Fernandes foi o nome que avançou na disputa. Segundo ele, o entorno do candidato foi ocupado por figuras que mais atrapalharam do que ajudaram. “Vereadores que não vou citar começaram a dar as cartas. Pessoas como a Priscila, que foi a mais votada, e o Juliherme, que tinha atuação destacada, foram deixadas de lado e tiveram uma atuação menor”, afirmou.
Ainda durante a entrevista, o general criticou práticas recorrentes e ilegais no processo eleitoral. “Vi uma série de aberrações no segundo turno. Compra de votos, como vemos todos os anos no nosso estado. Já fui processado por denunciar isso, mas todo mundo sabe que acontece”, declarou.
Theophilo reforçou que, apesar de ter apoiado Eduardo Girão no primeiro turno, seguiu a orientação do senador e declarou apoio a André Fernandes no segundo. Ele acredita que o episódio de 2024 serve como lição para as próximas eleições. “Faltou maturidade política e visão coletiva. Se houvesse união, poderíamos ter saído vitoriosos já no primeiro turno”, finalizou.
