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Dilma quer 30% da carteira do Banco do Brics em moedas locais até 2026

Segundo ela, essa estratégia contribui para reduzir custos, mitigar riscos cambiais e garantir mais estabilidade a projetos de longo prazo (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Durante participação em um seminário no BNDES, nesta quarta-feira (9), a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, voltou a defender a ampliação do uso de moedas locais em financiamentos concedidos a países do Brics. Segundo ela, essa estratégia contribui para reduzir custos, mitigar riscos cambiais e garantir mais estabilidade a projetos de longo prazo.

“Sabemos que os países em desenvolvimento e as economias emergentes têm uma deficiência de acesso ao financiamento. Plataformas como o NDB e os bancos nacionais de desenvolvimento, eles suprem isto em parte, mas é necessária uma discussão muito séria no mundo a respeito de como resolver o problema do financiamento”, disse.

De acordo com a presidente do NDB, o objetivo é elevar para 30% a participação das moedas nacionais na carteira do banco até 2026. O índice atual é de aproximadamente 25%. Ela destacou que, ao financiar projetos como usinas hidrelétricas ou fontes alternativas de energia, que exigem prazos de 20 a 30 anos, os países não podem ficar reféns das flutuações do dólar ou do euro.

“O que acontece muitas vezes é que o acesso à moeda internacional é considerado não adequado para financiamento de longo prazo, porque durante 30 anos, por exemplo, para uma hidroelétrica, ou 20 anos para o financiamento de outras fontes de energia, você terá o risco crescente de ter situações que você não controla”, explicou.

Banco do Brics

Os fundadores do Brics são os maiores depositantes de recursos do banco de fomento, mas fazer parte do Brics não garante acesso ao NDB. O banco, atualmente conta com 11 membros, junto com Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Emirados Árabes, Bangladesh, Egito, Argélia, Uzbequistão e Colômbia.

Desde 2014, foram aprovados 122 projetos de investimento, totalizando em torno de US$ 40 bilhões. Somente para o Brasil, foram aprovados 29 projetos, totalizando US$ 7 bilhões. O desembolso total para o país foi de US$ 4 bilhões, o que representa 18% do total de desembolso do banco.

As informações são da Agência Brasil.