O ex-prefeito de Araraquara-SP, Edinho Silva, foi eleito presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) na segunda-feira (7), após o encerramento do Processo de Eleições Diretas (PED), realizado no domingo (6). A votação definiu os novos dirigentes da legenda nos níveis municipal, estadual e nacional. Mesmo com a indefinição em Minas Gerais, a proclamação do resultado foi mantida e consolidou a vitória do sociólogo paulista.
A disputa em Minas Gerais havia sido judicializada na última semana, o que gerou dúvidas sobre a validade do pleito naquele estado. No entanto, a segunda instância do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) derrubou uma liminar no mesmo dia da proclamação e autorizou a realização da votação mineira. Com a questão resolvida, a direção nacional seguiu com a oficialização dos nomes escolhidos pelos filiados em todo o País.
Edinho Silva é filiado à corrente interna majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB) e era considerado o favorito para comandar a legenda. Contando com o apoio discreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-prefeito já havia coordenado a campanha presidencial de 2022, o que reforçou sua projeção nos bastidores do partido. Sua eleição consolida uma liderança alinhada ao núcleo histórico petista.
Com a vitória, Edinho Silva substitui o senador pernambucano Humberto Costa, que ocupava interinamente a presidência nacional desde que a deputada Gleisi Hoffmann deixou o cargo para assumir a Secretaria de Relações Institucionais no Governo Federal. A mudança reforça a estratégia de renovação interna do PT, sem romper com a atual direção política do partido.
Formado em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, com mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Edinho Silva tem longa trajetória política. Foi deputado estadual por São Paulo entre 2011 e 2015 e ocupou o cargo de ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom) no governo Dilma Rousseff, além de comandar a Prefeitura de Araraquara por dois mandatos.
Agora à frente da presidência nacional, Edinho Silva terá a missão de preparar o partido para as eleições de 2026 e fortalecer a articulação institucional com o Governo Federal. Sua escolha é interpretada por analistas como um movimento para reforçar a unidade interna e ampliar a influência do PT nas decisões estratégicas da base aliada.
