O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou nesta sexta-feira (4) a última plenária antes do Processo de Eleições Diretas (PED) da legenda, que será realizado no próximo domingo (6). O candidato à presidência do Diretório Nacional, Edinho Silva, falou sobre o PED, mas destacou o apoio recebido pelo deputado federal José Guimarães, líder do Governo na Câmara. “O apoio dele foi decisivo. Dentro do PT, precisamos construir, o tempo todo, as nossas posições”, enfatizou.
Edinho Silva foi questionado sobre sua posição, caso seja escolhido presidente nacional do PT, em relação à disputa eleitoral no Ceará, principalmente diante do fato de que partidos aliados pleiteiam uma das vagas ao Senado Federal. No estado, José Guimarães é o preferido dos líderes petistas, porém a deputada federal Luizianne Lins também deseja a segunda vaga.
Caso o PT, após consultar a base, entenda que uma das vagas deve ser destinada a partidos aliados, a disputa interna seria entre Guimarães e Luizianne, caso nenhum dos dois abra mão da candidatura.
“Se a militância do PT me der a oportunidade de ser presidente do partido, terei uma postura de valorização e reconhecimento dos dirigentes estaduais. Nenhuma política será construída sem ouvir a direção dos estados. Ouvi do próprio ministro da Educação, Camilo Santana, que o deputado federal José Guimarães, líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, é o nosso candidato ao Senado aqui no Ceará. A partir daí, ouvindo os aliados, vamos compor nossa tática eleitoral”, ressaltou Edinho Silva.
O candidato também comentou sobre o nome para substituir o presidente Lula, caso ele não dispute a reeleição. “Será ele. O nosso candidato em 2026 será o presidente Lula. Não há plano B”, afirmou. Edinho também abordou o fortalecimento das bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
“Se eu for eleito presidente, quero dialogar com as direções estaduais, fazer um diagnóstico em cada estado. Dentro da realidade política local, vamos construir uma tática eleitoral. O objetivo é sair fortalecido nas eleições majoritárias, inclusive no Senado, e promover o crescimento na Câmara e nas assembleias”, disse Edinho Silva.
GUIMARÃES
O deputado José Guimarães foi enfático ao afirmar que Edinho Silva vencerá o PED Nacional no primeiro turno, assim como Antônio Alves Filho, o Conin, para o Diretório Estadual, e Antônio Carlos para o Municipal. “Eles representam a síntese de um PT vitorioso aqui no Ceará. Nosso governo pós-2026 é fundamental. Precisamos ampliar nossa presença no Senado, na bancada federal. É impossível um governo de coalizão sem equilíbrio de forças. Nossa meta é ousada no Ceará”, destacou.
DIÁLOGO COM LUIZIANNE
Sobre os últimos embates com a deputada Luizianne Lins, principalmente quanto à candidatura ao Senado, Guimarães informou que, há cerca de duas semanas, em Brasília, conversou com ela. “Foi uma conversa boa. Depois do PED, vamos sentar e dialogar. O PT do Ceará, se depender de nós, vai agregar todo mundo para pensar juntos o projeto de 2026, derrotar a direita e ajudar na reeleição do Lula”, afirmou.
ALIANÇAS
Também presente à sede do PT em Fortaleza, o ministro da Educação, Camilo Santana, falou sobre nomes de possíveis candidatos à segunda vaga para o Senado por partidos da base aliada no estado.
“Cada partido apresenta seus nomes. Nós fazemos parte de uma ampla aliança que governa o Ceará e que ajudou na eleição do Evandro [Leitão]. É natural que os partidos coloquem suas indicações. O PT tem o Guimarães; o PSB, o nome do Ciro Gomes; o MDB, o do Eunício [Oliveira]. Claro que vamos construir isso ao longo dos meses. O importante é garantir as reeleições do presidente Lula e do governador Elmano. Essas são as duas prioridades para 2026”, disse Camilo Santana.
As teses de Edinho Silva, José Guimarães e Camilo Santana também foram defendidas pelo prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão. “Para que tudo isso aconteça, é importante termos uma estrutura que nos permita, em 2026, pedir voto em todo o Brasil”, ressaltou, acrescentando que é necessário dar continuidade às políticas públicas que estão dando certo no Ceará e, principalmente, no Brasil — algo que só será possível com bancadas robustas nos parlamentos estaduais e federal.
