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Tecnologia para monitoramento em tempo real do sistema prisional do Ceará é apresentada pela SAP e o TJCE

O sistema penitenciário do Ceará ganhou um reforço tecnológico que promete transformar a maneira como as políticas públicas da área são planejadas e executadas. Trata-se do novo Painel de Business Intelligence (BI), uma ferramenta inovadora criada para ampliar a transparência, o controle e a eficácia das políticas públicas voltadas ao sistema prisional. A iniciativa foi apresentada na última terça-feira (1º), em uma reunião realizada no Fórum Clóvis Beviláqua.

A iniciativa é da Secretaria da Administração Penitenciária e de Ressocialização (SAP/CE), com o apoio do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). O painel digital foi desenvolvido para oferecer uma visão completa e atualizada da situação nas unidades prisionais do Estado, com dados que vão desde o número de internos por unidade até informações sobre perfil socioeducacional e demográfico da população carcerária.

O encontro contou com a presença de magistrados, representantes da SAP e especialistas em execução penal. A proposta foi apresentar o funcionamento da nova ferramenta e ouvir sugestões para aprimorá-la. A juíza Luciana Teixeira de Sousa, titular da 2ª Vara de Execução Penal de Fortaleza e corregedora-geral dos presídios, foi quem solicitou a criação do painel, após constatar a dificuldade de acesso a dados organizados e precisos sobre o sistema carcerário.

“Esses dados vão ser muito importantes para nós avaliarmos melhor a situação dos presídios. A criação desse painel surgiu a partir de uma decisão judicial da Corregedoria de Presídios em razão da superlotação, da dificuldade que o juiz corregedor tinha de compreender o sistema prisional em termos numéricos para poder tomar decisões”, explicou a magistrada.

Para Luiz Gouveia, coordenador adjunto de Administração Prisional e policial penal, a nova tecnologia facilita o acompanhamento da realidade carcerária. “O painel foi desenvolvido no âmbito da Secretaria e vai ser disponibilizado para facilitar esse acompanhamento e a monitoração da população. Ele traz informações como nível de escolaridade, quantas presas estão recolhidas em cada unidade, quantas vagas disponíveis, até mesmo em termos percentuais, além da faixa etária, dados de pessoas egressas do sistema. Vamos trabalhar nelas para melhorar ainda mais”, declarou.

A ideia é que as informações possam ser utilizadas por gestores, magistrados e demais autoridades para subsidiar decisões mais transparentes, humanas e estratégicas.