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Com Fortaleza na lista, EA FC 26 deve contar com o retorno de times brasileiros

Com todos os holofortes da Copa do Mundo de Clubes voltados para os times brasileiros, nos últimos dias, os rumores sobre o retorno do Campeonato Brasileiro ao EA Sports FC 26 ganharam força. Segundo informações divulgadas pelo perfil FGZ News, insider da Electronic Arts (EA), o acordo está mais próximo do que nunca.

De acordo com a publicação, ao menos 12 clubes já teriam fechado um contrato de licenciamento com a EA para integrar o elenco do EA Sports FC 26. São eles: Fortaleza, Cruzeiro, Cuiabá, Fluminense, Criciúma, Corinthians, Botafogo, Atlético-GO, Athletico, Juventude, Vasco e Internacional, todos integrantes da Liga Forte Futebol do Brasil (LFF). O detalhe curioso é que parte dessas equipes atualmente disputa a Série B, o que pode sinalizar uma expansão mais ampla no conteúdo do jogo.

A confirmação oficial da empresa ainda não ocorreu, mas a expectativa é de que o jogo seja anunciado em breve. Há também especulações de que o Brasileirão possa ser incluído em uma atualização pós-lançamento do game, ainda sem data definida.

Disputa entre ligas e impasses legais

Desde o surgimento de duas frentes de clubes no futebol nacional, a Libra (Liga do Futebol Brasileiro) e a Liga Forte União, a divisão de forças e de direitos sobre competições tem dificultado acordos amplos com empresas como a EA Sports.

A fragmentação impede, por exemplo, que haja um licenciamento coletivo de clubes e jogadores, como ocorre em ligas internacionais. Sem uma federação ou sindicato único que represente todos os atletas e clubes, as desenvolvedoras precisam negociar contrato por contrato, um processo lento, caro e juridicamente delicado.

Esse cenário está diretamente ligado à Lei Pelé (Lei nº 9.615/98), que determina que a exploração da imagem de atletas deve ser feita mediante autorização individual. Ou seja, ao contrário de países como Inglaterra ou Espanha, onde é possível fechar acordos com federações ou associações de jogadores, no Brasil cada atleta precisa dar seu aval para aparecer nos jogos.

Essa condição foi responsável por afastar os clubes brasileiros das versões anteriores da franquia, ainda na era FIFA, depois de processos judiciais por uso indevido de imagem. Desde então, o Brasil tem sido representado de forma limitada nos jogos, com nomes fictícios para jogadores, mas com escudos e uniformes licenciados, geralmente via acordos com a CONMEBOL para incluir torneios continentais.

Apesar das limitações legais, as negociações atuais indicam que pode haver uma nova abordagem contratual por parte da EA Sports, buscando compatibilizar os interesses comerciais do jogo com as exigências da legislação brasileira.

A formação de ligas como a LFF tem facilitado esse processo ao centralizar a representação de blocos de clubes, o que viabiliza acordos mais amplos com desenvolvedoras. Ainda assim, a ausência de um sindicato unificado de jogadores segue como um dos maiores desafios para o licenciamento completo da Série A.