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Fortaleza sedia plenária nacional do PT com Edinho Silva e críticas ao governo Lula

A disputa pelo Diretório Nacional do PT tem quatro candidatos. Foto: Divulgação

Pressionado pelas pesquisas que apontam baixa aprovação do governo Lula, o PT vai às urnas no próximo domingo (6 de julho) para eleger seu novo presidente nacional. Dos quatro candidatos ao cargo, três defendem mudanças no Planalto e na política de alianças para 2026. A exceção é o favorito Edinho Silva, que atribui os problemas enfrentados por Lula à polarização política e ao avanço do Congresso sobre o orçamento.

O maior patrimônio do PT é o governo Lula. Sem ele, o partido não teria superado as crises pelas quais passou. O PT precisa ter posição, disputar os rumos da coalizão. Mas deixar de defender o governo é um erro enorme“, afirma o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social.

Três vezes presidente do partido, Rui Falcão diz que deseja retornar ao comando para resgatar os princípios fundadores da sigla e assegurar sua independência em relação ao Executivo. “O partido deve apoiar e dar sustentação política. Mas, para ser forte, precisa ter o direito de criticar quando considerar que o rumo não está adequado. Essa divisão de papéis tem que ficar muito clara, senão o PT vira um apêndice do governo. E nunca foi isso”, afirma o deputado.

Candidato mais à esquerda, Valter Pomar se apresenta como alternativa de ruptura com a política atual. “O PT está numa encruzilhada. Edinho [Silva] representa a continuidade da estratégia vigente, de conciliação com o modelo primário-exportador e com o capital financeiro. Eu represento a mudança. Essa política já nos levou à derrota nas eleições municipais de 2024. Mantê-la nos levará a outro fracasso em 2026″, afirma o historiador.

Romênio Pereira, da corrente Movimento PT, também defende uma postura mais crítica em relação ao Planalto. “Nossa bancada tem que votar 100% com o governo, mas o partido precisa ter liberdade para dialogar e dizer que é necessário mudar. Sem mudanças, será difícil conquistar uma nova vitória em 2026“, conclui.