Dando o seu testemunho, a cantora católica Suely Façanha, missionária da Comunidade Católica Shalom, falou sobre sua trajetória de superação desde a descoberta do nódulo no seio, em abril de 2022. A cearense se tornou protagonista de uma história de fé, resiliência e esperança. Em entrevista ao Opinião CE, no programa diário Entre Assuntos, Suely falou sobre a ressignificação do câncer e o convívio com a doença.
“O Senhor me chamou para evangelizar através da música. Ele me permitiu viver um câncer de mama. Quando eu digo que Deus me permitiu, é porque tudo está sob o controle Dele, tudo está dentro de um projeto de amor. O câncer foi uma realidade de sofrimento para mim, não tenho dúvida disso. Mas, ao mesmo tempo, quantas bênçãos Deus trouxe para mim, a partir dessa enfermidade, foram várias”, afirmou.
Ao longo do tratamento, Suely manteve presença constante nas redes sociais, partilhando sua rotina, expectativas de fé e encorajamento para quem acompanha sua trajetória. Ela relata que se viu chamada a continuar evangelizando, mesmo enquanto recebia quimioterapia, recebendo pedidos de oração e oferecendo apoio espiritual diariamente.
“Então, a certeza de que ser amada por Deus, me fez viver o câncer com sorriso, em paz, e dizendo para as pessoas ‘Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus, inclusive os males‘. Minha paz não está anexada com as coisas darem certo, porque minha paz consiste em meu coração estar fixado no Senhor, e que se eu amar Deus sobre todas as coisas, as coisas concorrerão para o meu bem. E o câncer concorreu para o meu bem”, apontou.
Suely refletiu que descobriu um propósito novo ao perceber que Deus a chamava para uma missão ainda maior, mesmo em meio à doença.
De acordo com a cantora, um dos benefícios que a doença trouxe foi na redução de peso. “Eu tive três gravidezes, então eu adquiri um sobrepeso, não só pelas gravidezes, mas ao longo da vida por uma série de razões. Eu nunca consegui baixar esse peso“. Suely comentou sobre a dificuldade de lidar com o sobrepeso, principalmente sendo uma figura pública, já que enfrentava problemas na hora de encontrar um figurino e de até mesmo subir no palco.
Confira a entrevista na íntegra:
