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Ceará participa de Fórum sobre IA em São Paulo

Nesta quinta-feira (26), acontece o IA GOV Fórum ABEP-TIC, um dos mais relevantes encontros sobre Inteligência Artificial aplicada à gestão pública no Brasil. O evento será realizado no Novotel SP Center Norte, em São Paulo, e conta com mais de 30 especialistas, autoridades governamentais e representantes de empresas parceiras.

O Fórum é promovido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais e Públicas de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC) e apresenta uma programação recheada de palestras, painéis temáticos e uma trilha especial dedicada à educação, ao longo do dia.

O presidente executivo da ABEP-TIC, e também presidente da Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice), Francisco Barbosa, destaca que o fórum vai construir propostas que vão contribuir para a discussão da regulamentação da IA no Brasil, que está sendo pautada no Congresso Nacional.

“Vamos debater, dentre outras coisas, a questão da construção de uma IA soberana, bem como critérios de mensuração da maturidade de cada um dos estados brasileiros. Vamos buscar elaborar um índice que meça essa maturidade, que vai servir de farol para que haja um desenvolvimento de dentro de todos os estados, de forma a colaborar para o desenvolvimento tecnológico e digital do país”, declarou Barbosa.

Além de ressaltar a importância do evento, Francisco Barbosa explicou sobre a dificuldade para determinar índices, pois não há uma definição do que seria a maneira correta de fazer esta mensuração, posto que os órgãos de TI nos estados têm formatos e estruturas diferentes, bem como têm personalidades jurídicas diversas: empresas públicas, subordinação a secretarias como planejamento, administração, finanças ou casa civil.

“E isso faz com que elas também atuem de maneiras distintas dentro dos estados. Podemos criar nossos próprios modelos de IA, inclusive para organizar os dados governamentais e facilitar o acesso e a vida dos cidadãos”, afirma.

A proposta da ABEP, em parceria com o Banco Mundial, é desenvolver um índice capaz de compreender as diferentes realidades dos estados, com o objetivo de estabelecer uma base comum para medir o nível de maturidade de cada um. A partir desse alicerce, pretende-se construir um modelo de crescimento que aproveite as estruturas já existentes e respeite as particularidades locais, como o grau de desenvolvimento tecnológico e a disponibilidade de profissionais capacitados para atuar na área.

“Boa parte de bons profissionais brasileiros trabalha fora, porque não encontra aqui melhores condições. Queremos ser protagonistas da nossa história, sem ficar a reboque de soluções externas”, conclui.