O ministro da Educação, Camilo Santana, esteve presente na solenidade que celebrou os 50 anos da independência de Moçambique, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A comemoração aconteceu nesta quarta-feira (25), no Monumento dos Heróis Moçambicanos e no Estádio da Machava, em Maputo, Moçambique.
O evento também contou com a participação de chefes de Estado e autoridades de nações que integram a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).
“Com muita honra, representei o presidente Lula nos atos de celebração dos 50 anos da independência nacional de Moçambique. É um momento simbólico para o povo moçambicano e também para a internacionalização da educação brasileira. Um país irmão, que caminha conosco na CPLP”, declarou Camilo.
O ministro ainda destacou que muitos projetos colaborativos fizeram a diferença na vida de técnicos e professores de vários países, que puderam conhecer mais de perto a realidade da nação amiga.
“Renovamos essa aproximação, para que possamos cada vez mais contribuir para a vida dos nossos cidadãos”, disse.
As comemorações pelos 50 anos da independência de Moçambique reuniram convidados nacionais e estrangeiros em uma série de homenagens. Entre os destaques, uma visita ao Memorial dos Heróis Nacionais e uma cerimônia simbólica no Estádio da Machava, local histórico onde foi proclamada a independência do país em 1975. A presidente da Tanzânia, Samia Suluhu, participou como convidada de honra.
Durante a solenidade, o presidente moçambicano, Daniel Francisco Chapo, destacou em discurso a importância da união nacional para o desenvolvimento do país. Um dos momentos mais marcantes foi quando um ator representou Samora Machel, primeiro presidente do país, lendo o discurso que este fez há meio século, quando proclamou “a independência total e completa de Moçambique”.
As celebrações incluíram ainda orações conduzidas por líderes religiosos de diferentes denominações, além de desfiles civis e militares. Após os atos oficiais, o ministro da Educação do Brasil, Camilo Santana, reuniu-se com representantes da histórica cooperação educacional Brasil-Moçambique, entre eles reitores, o atual leitor brasileiro da Universidade Eduardo Mondlane e integrantes de ONGs atuantes em projetos no país.
Brasil–Moçambique
Brasil e Moçambique mantêm uma relação bilateral sólida, especialmente na área da educação. Desde a independência moçambicana, mais de 8 mil bolsas de estudos, totais ou parciais, já foram concedidas a jovens, cientistas e pesquisadores do país africano.
Moçambique também foi pioneiro em diversas iniciativas de cooperação educacional do Brasil, como a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e o Programa Pró-África, voltado à qualificação de professores universitários.
Outro destaque é o Programa de Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG), em que Moçambique figura como o segundo maior país em número de estudantes enviados desde 2000, com 507 selecionados, atrás apenas da Colômbia. O último edital do programa de graduação (PEC-G) registrou 65 inscrições de moçambicanos, a maior demanda já registrada, motivada por uma parceria trilateral que inclui a oferta de bolsas por entidades japonesas.
Em 2024, a cooperação ganhou novo incentivo com o envio de 50 estudantes brasileiros a Moçambique. Eles participaram de atividades de intercâmbio na Universidade Pedagógica de Maputo (UP), em projetos realizados em parceria com a CAPES, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Igualdade Racial.
