Um dia após a confirmação de sua morte, o corpo da jovem Juliana Marins foi resgatado nesta quarta-feira (25) de penhasco no Monte Rinjani, pelas equipes de socorro da Indonésia. A informação foi confirmada pela Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas), em entrevista a uma emissora de TV do país.
O recolhimento do corpo da turista, vítima de um acidente durante trilha no último sábado (21), foi realizado por volta das 13h50 da tarde no horário local, às 2h50 da manhã no Brasil. Ao todo, a equipe de resgatistas levou 15 horas de trabalho, desde o içamento à entrega do corpo até um hospital em Sembalun, cidade mais próxima ao Monte Rinjani.
Conforme o marechal do ar Muhammad Syafi’i à emissora indonésia TvOneNews, o trabalho de repatriação do corpo de Juliana acontecerá após a realização de exames para detectar a causa da morte. Depois de todos os procedimentos, as autoridades diplomáticas e a família poderão cuidar do traslado para o Brasil.
“A partir daí, o processo de repatriação e outras providências caberão às autoridades competentes e à família da vítima”, destacou Syafi’i .
Após deslizar por cerca de 600 metros de onde caiu e permanecer sem resgate por 4 dias devido às condições meteorológicas diversas, terreno complicado e problemas na logística das operações de resgate, Juliana não foi resgatada com vida.
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GOVERNO BRASILEIRO
O Ministério das Relações Exteriores publicou ontem (23), manifestação de lamento pela morte da brasileira.
“O governo brasileiro comunica, com profundo pesar, a morte da turista brasileira Juliana Marins, que havia caído de um penhasco que circunda a trilha junto à cratera do Mount Rinjani (3.726 metros de altura), vulcão localizado a cerca de 1.200 km de Jacarta, na ilha de Lombok”, informou a nota.
“Ao final de quatro dias de trabalho, dificultado pelas condições meteorológicas, de solo e de visibilidade adversa na região, equipes da Agência de Busca e Salvamento da Indonésia encontraram o corpo da turista brasileira”, completou o Itamaraty no comunicado.
HISTÓRICO DE ACIDENTES
Localizado na ilha de Lombok, o Monte Rinjani tem 3.726 metros de altitude e é o segundo vulcão mais alto da Indonésia. Desde o fim das restrições da pandemia, o local tem recebido um número crescente de visitantes, fato que coincide com o aumento no número de acidentes.
O Parque Nacional do Monte Rinjani, na Indonésia, contabilizou 180 acidentes e oito mortes entre 2020 e 2024, segundo dados do governo do país, divulgados no início deste ano. A morte da brasileira é a segunda registrada em 2025 e ainda não consta nos dados oficiais.
