Com a repercussão do falecimento da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que morreu após cair de um penhasco enquanto realizava uma trilha no Parque Nacional do Monte Rinjani, na Indonésia, muitos levantam questionamentos sobre o preparo das trilhas para receber turistas internacionais. O caso ocorreu na manhã desta terça-feira (24) e ainda não consta nas estatísticas oficiais do governo indonésio, mas marca a décima morte registrada na região desde 2020.
Segundo as primeiras informações, Juliana estava acompanhada durante o trajeto, mas sofreu uma queda fatal em uma área de difícil acesso. A confirmação da morte da jovem reacendeu os alertas sobre os riscos enfrentados por turistas que visitam o parque, um dos destinos de trekking mais procurados da Ásia.
Localizado na ilha de Lombok, o Monte Rinjani tem 3.726 metros de altitude e é o segundo vulcão mais alto da Indonésia. Desde o fim das restrições da pandemia, o local tem recebido um número crescente de visitantes, fato que coincide com o aumento no número de acidentes.
O Parque Nacional do Monte Rinjani, na Indonésia, contabilizou 180 acidentes e oito mortes entre 2020 e 2024, segundo dados do governo do país, divulgados no início deste ano. A morte da brasileira é a segunda registrada em 2025 e ainda não consta nos dados oficiais.
Em 2025, além da morte de Juliana, já havia sido registrada outra fatalidade: Rennie Bin Abdul Ghani, malaio de 57 anos, morreu no dia 5 de maio ao cair de um penhasco de 80 metros na trilha de Torean, próximo ao Lago Segara Anak. Ele havia se separado do grupo e tentava descer sozinho.
Das 180 vítimas de acidentes nos últimos cinco anos, 136 eram turistas indonésios e 44 estrangeiros. Quedas e torções correspondem à maioria dos casos, totalizando 134 registros, muitos deles causados pela ausência de equipamentos adequados ou pelo uso de trilhas não oficiais.
Em março, o governo indonésio publicou um relatório com recomendações para reforçar a segurança no parque. O documento reconhece a necessidade de criar um Procedimento Operacional Padrão (POP) para ações de busca, resgate e evacuação, e atribui grande parte dos acidentes ao descumprimento de normas de segurança por parte dos próprios visitantes.
