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Deputada cearense propõe tornar inafiançável crime de homicídio ou lesão culposa no trânsito

Dayany Bittencourt (União Brasil), autora do projeto de lei, espera que familiares de brasileiros mortos no exterior sejam melhor assistidos. Foto: Divulgação

A deputada federal cearense Dayany Bittencourt (União Brasil) apresentou um Projeto de Lei (PL) que visa endurecer as penas para crimes de trânsito que resultem em morte ou lesão corporal. A proposta, apresentada nesta segunda-feira (23), determina que, em casos em que o condutor esteja sob efeito de álcool ou drogas, o crime se torne inafiançável e tenha o cumprimento de pena em regime fechado.

O projeto propõe pena de  oito a 12 anos de reclusão, em regime inicial fechado, para quem causar lesão ou morte no trânsito sob influência de substâncias psicoativas. Nos casos em que houver dolo eventual, quando o motorista assume o risco de provocar a morte, a pena poderá variar de 12 a 30 anos de prisão.

“O que a lei atual faz é penalizar apenas as famílias das vítimas. Elas enterram seus filhos e ainda são obrigadas a assistir aos responsáveis sendo liberados como se nada tivesse acontecido. Isso é impunidade institucionalizada”, afirmou Dayany.

A parlamentar reforça ainda que o objetivo é dar uma resposta concreta à sociedade e garantir justiça para vítimas e familiares. “Não podemos continuar tratando como ‘acidente’ o que, na prática, é crime. Quem dirige bêbado ou drogado e mata alguém deve responder à altura da gravidade do que fez”, acrescentou.

“LEI KAUÃ GUEDES”

A matéria, que solicita a criação da “Lei Kauã Guedes”, surge como resposta à comoção causada pela morte do jovem de 18 anos, atropelado no último dia 19, no bairro Meireles, em Fortaleza.

O jovem, que estava em uma motocicleta com um amigo, foi atingido por um carro que avançou o sinal vermelho em alta velocidade. O condutor, o empresário Rafael Elisiário, foi preso em flagrante, mas liberado em audiência de custódia após pagar fiança de R$ 15 mil.