O governador Elmano de Freitas (PT) fez críticas duras aos antigos aliados que hoje integram a oposição, associada a partidos de direita e extrema-direita. A fala foi feita em Quixadá, durante a Plenária Regional do PT, realizada no último dia 14. “Eles serão julgados pela história e pelo nosso povo”, afirmou Elmano. Sem citar nomes ou legendas, o governador se referia ao grupo de pedetistas e ex-pedetistas liderados pelo ex-ministro Ciro Gomes e pelo ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (hoje no União Brasil).
Elmano tem evitado falar das eleições do próximo ano, destacando a importância de trabalhar nas entregas de sua gestão. Na exceção que fez em Quixadá, ele destacou o quadro que ele e os aliados devem encontrar. “O que nós vamos enfrentar em 2026, provavelmente, é de novo a extrema-direita, como nós disputamos em Fortaleza. E algo que a gente não esperava é que uma parte do campo que sempre caminhou conosco se abraçou com a extrema-direita.”
“Aqueles que se aliam com a extrema-direita, o nosso povo vai julgar e vai colocá-los ou perto ou dentro, junto da lata do lixo que a extrema-direita merece estar”, discursou Elmano.
Ciro Gomes tem sido colocado como um possível candidato ao Governo do Estado, numa aliança de oposição que inclui os bolsonaristas André e Alcides Fernandes (ambos do PL) e nomes da direita, caso de Capitão Wagner (UB, a quem o pedetista já chamou de “chefe de milícia”). A aproximação entre os grupos de oposição ao governo Elmano aconteceu no segundo turno das eleições de Fortaleza, no ano passado. O grupo de Roberto Cláudio, que bancavam a candidatura à reeleição de José Sarto, e de Wagner apoiaram e fizeram campanha para o nome do PL, André Fernandes.
“Estou aqui nesse encontro com a clareza de que sou o governador do Ceará de muitos partidos”, disse Elmano. O grupo liderado pelo governador, pelo ministro Camilo Santana (PT) e pelo senador Cid Gomes (PSB, irmão de Ciro e rompido com ele) tem influência em 174 municípios.
