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Brasil lidera a transição energética na América Latina, diz relatório

Conforme o relatório do Fórum Econômico Mundial, o Brasil está entre os países mais bem posicionados para fazer a transição energética no mundo e lidera na América Latina. Com 65,7 pontos, o Brasil ocupa a 15ª posição do ETI (sigla para Índice de Transição Energética), estando à frente de países como Reino Unido (16º) e Estados Unidos (17º). Os pontos consideram as “dimensões de desempenho”, que analisam a segurança energética, sustentabilidade e equidade, além dos “fatores de prontidão”, que levam em conta o compromisso político, as finanças e investimentos, a inovação, a infraestrutura, e o nível de educação e capital humano.

Destacando o progresso constante na adoção de energia limpa e diversificação, o estudo aponta o Brasil como protagonista em transição energética na América Latina. O relatório ainda indica que o país é um exemplo na busca por investimentos em energia limpa, mencionando os leilões híbridos de energia eólica e solar do Brasil. “Em 2024, foi projetado que investimentos de energia limpa em países emergentes superarão US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhão) pela primeira vez, liderado por Índia e Brasil”, informou o relatório.

O relatório mostrou que 65% dos países melhoraram no ranking, com um crescimento médio de 1,1%. Outro avanço foi referente às dimensões de desempenho, segurança, sustentabilidade e equidade, que subiram 28%. A Europa registrou ganhos em infraestrutura (8,3%) e equidade (5,8%). Já a Ásia, com a liderança da China, apresentou melhorias regulatórias (2,6%) e aumento do investimento em energia limpa (18,7%). A África Subsaariana também foi destaque, com a Nigéria subindo da 109ª, em 2016, para a 61ª posição, em 2025.

A liderança do ranking ficou com a Suécia (77,5), Finlândia (71,8) e Dinamarca (71,6), que se destacam pelo compromisso de longa data, infraestrutura e sistemas energéticos de baixo carbono. Noruega e Suíça completam a lista com os cinco principais desempenhos. Entre os 20 primeiros, a China alcançou o 12º lugar, o que representa um recorde para o país. Os EUA ficaram na 17ª colocação, mas lideraram em segurança energética.

O documento também indica pontos de melhoria e prioridades para a transição. São elas: redefinir a segurança energética, abordar gargalos de infraestrutura – como atrasos em licenciamentos e lacunas na força de trabalho – e corrigir desequilíbrios de capital, particularmente em economias emergentes.

Desde 2021, mais de 80% do crescimento da demanda de energia veio de economias emergentes e em desenvolvimento, mas mais de 90% do investimento em energia limpa ocorreu em economias avançadas e na China. Apesar dos US$ 2 trilhões investidos até 2024, as emissões globais alcançaram o recorde de 37,8 bilhões de toneladas no ano.

Confira os 20 melhores desempenhos:

1º – Suécia (77,5)
2º – Finlândia (71,8)
3º – Dinamarca (71,6)
4º – Noruega (71,5)
5º – Suíça (71)
6º – Áustria (70,6)
7º – Letônia (69,4)
8º – Holanda (69,2)
9º – Alemanha (68,8)
10º – Portugal (68,6)
11º – Estônia (68)
12º – China (67,5)
13º – Islândia (67,3)
14º – França (67,1)
15º – Brasil (67)
16º – Reino Unido (66,8)
17º – Estados Unidos (66,8)
18º – Espanha (66,6)
19º – Lituânia (66,6)
20º – Israel (66,1)

Confira os 20 piores desempenhos:

99º – Guatemala (48,7)
100º – Kuwait (48,6)
101º – Paquistão (48,5)
102º – Irã (47,6)
103º – Brunei (47,6)
104º – Nepal (47,5)
105º – Bahrein (47,2)
106º – Moçambique (47,1)
107º – Nicarágua (46,8)
108º – Honduras (46,5)
109º – Zâmbia (46,3)
110º – Senegal (46,1)
111º – Tanzânia (46)
112º – Etiópia (45,9)
113º – Zimbábue (44,8)
114º – Jamaica (44,5)
115º – Mongólia (44,2)
116º – Trindade e Tobago (44)
117º – Botsuana (42,8)
118º – República Democrática do Congo (42,4)