O secretário estadual do Desenvolvimento Agrário do Ceará, Moisés Braz (PT), afirmou ao Opinião CE que a Ferrovia Transnordestina deve diminuir os custos da produção agropecuária em até 30% quando concluída. Como explicou o titular da pasta, a redução se dá, principalmente, pela construção de portos secos, com o armazenamento de produtos.
“O grande desafio que temos na agropecuária é que boa parte, principalmente do milho, do resíduo que a gente compra para o nosso rebanho, vem de fora. Se a gente tiver um porto seco, vamos baratear, porque vai baratear com o armazenamento”, afirmou.
Até o momento, o porto seco em Quixeramobim, no Sertão Central, é o que está mais avançado. Outros empreendimentos do tipo em outras regiões, como no Centro-Sul, em Iguatu, e no Cariri, em Missão Velha, não estão descartados. “Vamos ganhar com essa perspectiva de ter estoque de produtos para a agropecuária no estado do Ceará”, pontuou.
Outro ponto positivo com a Transnordestina, segundo ele, é a facilidade em importar e exportar os produtos para outros estados e para outros países, por meio do Porto do Pecém, que vai receber os trilhos da ferrovia.
FORTALECIMENTO DA PRODUÇÃO
A expectativa é de que a bacia leiteira seja a principal fortalecida no Estado. “Com essa situação, teríamos oportunidade de trabalhar grandes investimentos de queijaria, outros benefícios na área industrial do leite, e nós não estaríamos na mão apenas dos que recebem o nosso leite dentro do estado do Ceará, podendo inclusive vender para outros estados”, acrescentou.
De acordo com Moisés Braz, a Transnordestina, além de melhorar a produção dos grandes, vai ser ainda mais importante para os pequenos produtores. “Hoje, a maior parte desses produtos são vendidos em feira e para políticas institucionais, seja para merenda escolar ou para o programa Ceará Sem Fome”, disse.
“Temos produtos, mas temos dificuldade de fazer a venda. Com a Transnordestina, isso vai facilitar, vamos ter acesso, vai baratear muito”, completou.
