O Porto do Pecém, nos municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), deve ser ampliado ainda neste ano de 2025. Nesta terça-feira (17), reunião em Brasília tratou sobre o andamento de processos de licenciamento ambiental para que os investimentos possam continuar.
Dentre os processos discutidos, está a concessão da Licença de Instalação (LI) da obra de ampliação do Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), com a construção do Berço 11, que deve ser iniciada ainda neste ano.
A ampliação foi anunciada ainda em 2024 e trata de um investimento de US$ 135 milhões, com recursos do Banco Mundial, Climate Investment Fund (CIF) e da Companhia de Desenvolvimento do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP S/A), que administra o Porto do Pecém.
A construção do novo berço no TMUT visa atender o aumento das atividades portuárias e apoiar a cadeia de valor do hidrogênio verde (H2V) no Complexo.
Também foi discutida na reunião desta terça a concessão da LI para o Píer de Rebocadores, cujo projeto já está contratado, e a ampliação do Píer 2, com a solicitação de sua incorporação à licença ambiental vigente.
Participaram do encontro o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, e a senadora Augusta Brito (PT), que estiveram reunidos, em Brasília, com o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho.
Segundo Quintino, as obras em pauta necessitam de cerca de R$ 900 milhões em investimento para que saiam do papel. “[As obras] são essenciais para dar suporte ao crescimento do Complexo do Pecém e para garantir que os grandes projetos estruturantes em curso, como a Transnordestina e o Hub de Hidrogênio Verde, possam de fato se concretizar”, disse.
O presidente do Complexo do Pecém explicou que a execução desses projetos é essencial para garantir o escoamento de cargas e fortalecer a integração logística da região.
“O avanço desses processos representa não apenas o fortalecimento da infraestrutura portuária do Ceará, mas também um passo decisivo para consolidar o Estado como polo logístico e energético estratégico do Brasil”, completou.
AMPLIAÇÃO DO TMUT
Em maio deste ano, foi formalizado o resultado da seleção inicial da empresa que fará as obras de ampliação do TMUT. Dois consórcios foram indicados como concorrentes oficiais da licitação internacional, que deve terminar no início do segundo semestre. A previsão é que o consórcio vencedor inicie as obras ainda este ano.
Já nesta segunda-feira (16), foi aberta a licitação para contratação de empresa de consultoria para serviços técnicos especializados de engenharia. A empresa será responsável pelo gerenciamento e acompanhamento das obras que serão realizadas pelo futuro consórcio vencedor da licitação internacional. Esse acompanhamento feito por uma empresa terceira é exigido pelo Banco Mundial e reforça a transparência na realização das obras.
A obra de ampliação do Porto do Pecém faz parte de um grande pacote de investimentos que tem financiamento do Banco Mundial (US$ 90 milhões), do Climate Investment Funds (US$ 35 milhões) e de contrapartida da CIPP S/A (US$ 10 milhões), totalizando US$ 135 milhões.
Esses recursos serão aplicados também para a ampliação do Píer 2 e para a construção do corredor de utilidades do Hub de Hidrogênio Verde do Pecém. O cronograma de realização das obras e aplicação do investimento total está previsto para ocorrer até 2031.
