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Presidente da Petrobras diz que é cedo para avaliar impacto da guerra no Oriente Médio

Para Magda Chambriard, ainda é cedo para considerar mudanças no preço dos combustíveis com base na guerra entre Israel e Irã, no Oriente Médio. Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse nesta quarta-feira (18) que ainda é cedo para considerar mudanças no preço dos combustíveis com base nos conflitos entre Israel e Irã, no Oriente Médio. A região é estratégica para produção global de petróleo e gás.

“Esse cenário tem apenas cinco dias. É bem recente. A Petrobras não faz movimentos abruptos. Aumento ou redução nos preços de combustíveis são feitos a partir de movimentos delicados. Só nos movimentamos quando identificamos tendências. Não queremos trazer para o Brasil a instabilidade e a volatilidade do sistema de precificação internacional“, disse Magda Chambriard.

Uma das preocupações para os mercados globais é se o conflito afetará a navegação do Estreito de Ormuz, que fica entre os golfos de Omã e o Pérsico. Nele transitam 21 milhões de barris por dia, ou seja, cerca de 21% do petróleo consumido em todo o mundo, segundo a Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.

O diretor de logística, comercialização e mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, disse que não vê potenciais prejuízos para a Petrobras em caso de alteração de navegação no estreito.

Historicamente, é muito difícil acontecer esse fechamento. Pode ter uma restrição, redução, fluxos menores dos navios. Até porque tem aliados do Irã como Catar e Kuwait, que escoam óleo por ali. O abastecimento da China também passa por aquela região. Para nossas atividades, está mais ligado com a saída do petróleo leve. O último navio saiu da região na sexta-feira [13] e abasteceu a Reduc [refinaria de Duque de Caxias]. Existem alternativas logísticas para suprir esse petróleo“, disse Claudio Schlosser.

Com informações da Agência Brasil.