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Em meio a críticas, União realiza leilão para exploração de petróleo; CE tem área envolvida

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou, nesta terça-feira (17), um leilão de concessão de 172 áreas para exploração de petróleo no país. A Bacia Potiguar, entre o Rio Grande do Norte e o Ceará, está incluída entre os blocos exploratórios concedidos pelo governo, com um total de 17 áreas.

Ambientalistas têm demonstrado preocupação com a atividade petrolífera que, conforme eles, pode resultar em prováveis tragédias ambientais.

Segundo a ANP, um dos blocos fica a 398 km da Ilha de Fernando de Noronha. Pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) alertaram que, caso ocorra algum vazamento na Bacia Potiguar, as correntes marítimas podem transportar o óleo até Noronha.

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Na Bacia Potiguar, a Petrobras descobriu a acumulação de petróleo em uma profundidade de água de 2.196 metros e a 79 km da costa, no poço Anhangá, situado próximo à divisa entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte, a cerca de 190 km de Fortaleza e 250 km de Natal. Também foi descoberto hidrocarboneto no polo exploratório Pitu Oeste, 52 km distante da costa do Rio Grande do Norte.

CONCESSÃO PARA EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO

Para ter o direito de explorar as áreas, as empresas pagaram mais de R$ 989 milhões ao governo. A previsão de investimento mínimo na fase de exploração é de R$ 1,4 bilhão. Participaram do leilão empresas como Petrobras, ExxonMobil, Chevron e CNPC.

Além da Bacia Potiguar, outras quatro — uma no continente e outras três no mar — tiveram blocos exploratórios leiloados. São elas: Bacia da Foz do Amazonas (na costa do Amapá e parte do Pará), Bacia de Santos (no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro) e Bacia de Pelotas (no Rio Grande do Sul), além da Bacia dos Parecis, em terra, localizada no estado de Mato Grosso.

A Margem Equatorial — com as bacias da Foz do Amazonas e Potiguar — foi um dos destaques da rodada, com a presença de 63 blocos. A área tem sido chamada de “novo pré-sal” por ser uma região pouco explorada e com potencial de grandes reservas de petróleo.