Em uma escalada significativa das tensões no Oriente Médio, o Irã lançou um ataque com cerca de 200 mísseis balísticos contra Israel na noite desta sexta-feira (13). A ofensiva, denominada Promessa Honesta II, foi uma retaliação à operação israelense, chamada de Leão em Ascensão, desencadeada menos de 24 horas antes.
Os mísseis israelenses atingiram instalações nucleares e militares iranianas, resultando na morte de altos oficiais da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), como Hossein Salami, comandante-chefe do Corpo de Guardas da IRGC e uma das figuras mais proeminentes do regime iraniano; Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, responsável pela coordenação das operações militares; Amir Ali Hajizadeh, comandante da Força Aeroespacial do IRGC e líder das operações com mísseis e drones do país; Gholam Ali Rashid, comandante do Quartel-General Central Khatam-al Anbiya, uma posição estratégica nas ações militares iranianas; e Ali Shamkhani, almirante e assessor político do líder supremo Ali Khamenei, que faleceu devido à gravidade dos ferimentos.
A investida israelense também provocou as mortes dos cientistas especialistas na área nuclear Fereydoon Abbasi e Mohammad Mehdi Tehranchi.
O REVIDE
No início da noite (tarde no Brasil), as sirenes de alerta antiaéreo soaram em todo o território israelense, incluindo a capital Tel Aviv e Jerusalém, enquanto as Forças de Defesa de Israel (FDI) ativaram seus sistemas de defesa, como o Domo de Ferro, para interceptar os mísseis. Apesar da eficácia das defesas, alguns projéteis atingiram áreas residenciais e militares, causando danos materiais e deixando pelo menos 22 feridos leves.
O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, declarou que o ataque foi uma resposta legítima às ações israelenses e advertiu que qualquer retaliação resultaria em uma resposta ainda mais contundente. “A ação é apenas parte de nossa capacidade”, afirmou, sugerindo que as ofensivas podem ser mais intensas, caso Israel continue atacando.
REPERCUSSÃO
A comunidade internacional não esconde a preocupação com a situação no Oriente Médio, onde o clima de tensão só cresce. Líderes dos Estados Unidos, Reino Unido e França condenaram o ataque iraniano e determinaram o fim imediato das hostilidades. O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir a situação e buscar soluções diplomáticas para evitar uma guerra em larga escala na região.
