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Projeto quer criar programa de Monitoramento ao Trabalho Infantil no Ceará

Tramita na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) um Projeto de Lei de autoria do deputado estadual De Assis Diniz (PT) para instituir diretrizes para a criação do programa de Monitoramento ao Trabalho Infantil no Estado.

O objetivo, de acordo com o projeto, é identificar, monitorar e combater situações de trabalho infantil em comunidades vulneráveis no estado do Ceará. “Por meio deste projeto, pretende-se criar um programa estruturado e contínuo, que não apenas identifique casos de trabalho infantil, mas também ofereça alternativas viáveis para as famílias afetadas”, disse o deputado.

Infelizmente, a realidade demonstra que a prática persiste, especialmente em regiões mais vulneráveis, como comunidades ribeirinhas e indígenas do estado do Ceará. O trabalho infantil compromete diretamente o desenvolvimento físico, psicológico e educacional das crianças e adolescentes, violando os seus direitos fundamentais”, explicou o parlamentar. 

A matéria, após passar pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), onde ainda não foi analisada, vai passar por outros três colegiados: Comissão de Infância e Adolescência (CIA), Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) e Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação (COFT).

Segundo o projeto, as ações de fiscalização abrangem quatro principais medidas:

  • Visitas regulares às comunidades vulneráveis para levantamento de dados e identificação de crianças e adolescentes em situações de trabalho infantil; 
  • Oferecimento de suporte às famílias das crianças identificadas, incluindo acesso a programas sociais, assistência financeira e capacitação profissional;
  • Campanhas educativas nas escolas e comunidades, visando conscientizar a população sobre os impactos do trabalho infantil e os direitos das crianças e adolescentes;
  • Criação de um banco de dados atualizado com informações sobre casos de trabalho infantil, para subsidiar políticas públicas futuras.

As visitas regulares, de acordo com o texto, serão realizadas por assistentes sociais, psicólogos, educadores e representantes da comunidade local. A proposição afirma ainda que o Poder Executivo poderá firmar convênios e parcerias com entidades públicas e privadas para a execução destas ações.