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Viçosa do Ceará lidera o número de cachaçarias registradas no Brasil

O Ceará apresentou o maior crescimento absoluto, passando de 34 estabelecimentos elaboradores de cachaça em 2023 para 47 no ano passado. Foto: Divulgação

Viçosa do Ceará, na Serra da Ibiapaba, lidera o ranking brasileiro em número de cachaçarias. O município conta com 25 produtores, o que corresponde a 53,2% dos estabelecimentos registrados no Estado. Além disso, o Ceará bateu o recorde nacional de crescimento absoluto de fabricantes do produto. O resultado foi divulgado pelo Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa), no recém-lançado Anuário da Cachaça 2025 – ano-base 2014.

O Ceará apresentou o maior crescimento, passando de 34 estabelecimentos produtores de cachaça em 2023 para 47 em 2024, um aumento de 13 estabelecimentos, o que representa 38,2% de crescimento no Estado. Doze unidades da Federação mantiveram, em 2024, o mesmo número de estabelecimentos registrados em 2023. São eles: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Sergipe. Minas Gerais, com três estabelecimentos a menos, Maranhão, com redução de dois, e Distrito Federal, com um, são os únicos estados que apresentaram diminuição no número de estabelecimentos registrados.

Amapá e Roraima são os estados brasileiros que não possuem nenhum estabelecimento produtor de cachaça registrado no Mapa. O estado com maior número de estabelecimentos de cachaça registrados é Minas Gerais, com um total de 501 estabelecimentos, o que corresponde a 39,6% dos estabelecimentos do País.

A VITÓRIA DE VIÇOSA DO CEARÁ

Segundo o Anuário da Cachaça, Viçosa do Ceará superou Salinas, em Minas Gerais, no ano passado, sendo, assim, passou a ser a cidade brasileira com maior número de estabelecimentos produtores de cachaça, com 25 deles, o que corresponde a 53,2% dos estabelecimentos registrados no Ceará.

A lista de cidades brasileiras com 10 ou mais estabelecimentos elaboradores de cachaça registrados conta com nove municípios, um a mais que 2023. A novidade em 2024 é o município de Lamim-MG, que possui 10 estabelecimentos. Das nove cidades brasileiras com 10 ou mais estabelecimentos elaboradores de cachaça registrados, seis são situadas no Sudeste, dois no Nordeste e um no Sul. Minas Gerais conta com cinco municípios na lista de cidades brasileiras com 10 ou mais estabelecimentos elaboradores de cachaça registrados.

CRESCIMENTO NORDESTINO

Todas as regiões do País apresentaram aumento no número de cachaçarias registradas. O maior crescimento absoluto, no entanto, é aquele observado na Região Nordeste, com 20 estabelecimentos elaboradores de cachaça a mais, saindo de 169 em 2023 para 189 no ano passado, um crescimento de 11,8%.

A Região Norte segue com a menor quantidade de estabelecimentos, com 12, o que representa 1,1% do total brasileiro. O Sudeste conta com 65,4% dos estabelecimentos elaboradores de cachaça registrados no País, com 828.

MINAS GERAIS

Em 2024, o estado com maior número de estabelecimentos produtores de cachaça registrados é Minas Gerais, com um total de 501. No entanto, observa-se que o estado apresentou queda de 0,6% no número de registrados, o que representa três a menos em relação a 2023, quando possuía 504.

Assim, o Ceará apresentou o maior crescimento absoluto, passando de 34 estabelecimentos elaboradores de cachaça em 2023 para 47 em 2024, um aumento de 13 estabelecimentos, o que representa 38,2% de crescimento no Estado.

MERCADO MUNDIAL

Os Estados Unidos continuam sendo o maior mercado em valor de exportação para a cachaça, avaliado em US$ 3.537.884, o que representa quase 24,3% do mercado de exportação. Apesar de manter-se como maior mercado em valor de exportação, a venda do produto para aquele país caiu 24%, se comparada a 2023, quando chegou ao montante superior a US$ 4,6 milhões.

Destaca-se também a Europa, com sete países entre os 10 principais parceiros econômicos na compra de cachaça. O continente foi responsável por um mercado acima de US$ 6,5 milhões, o que representa 45,3% de toda a exportação. O Japão aparece como primeiro país fora dos continentes americano e europeu, ocupando a 15ª posição, com um mercado superior a US$ 165,2 mil. Em 2024, o país comprador com menor valor de mercado foi Trinidad e Tobago, avaliado em US$ 11 mil.

Com informações da Agência Brasil.