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CMFor analisa mudança na Lei Orgânica para prever valor de prédios públicos em alienações

Foto: Reprodução/CMFor

Começou a tramitar na Câmara de Fortaleza (CMFor) projeto que altera a Lei Orgânica do município para que a alienação de bens municipais seja atualizada. Conforme o Projeto de Emenda à Lei Orgânica, assinado por 16 vereadores, os imóveis que forem alienados precisarão ser acompanhados de laudo ou parecer técnico que demonstre o seu valor de mercado. A matéria já recebeu parecer favorável em comissão.

Conforme o projeto que altera a Lei Orgânica, o objetivo é adequar as normas à Nova Lei de Licitações, Lei Federal de 2021. A matéria adiciona parágrafo que trata sobre o acompanhamento de um laudo ou parecer técnico para a avaliação da precificação do imóvel:

“O projeto de lei que objetive autorização legislativa para alienação de bem público imóvel deverá ser acompanhado de laudo ou parecer técnico de avaliação de imóvel que demonstre previamente o seu valor de mercado”, destaca o novo parágrafo da Lei Orgânica, caso o projeto seja aprovado.

A proposição também revoga trecho da Lei Orgânica que dispensa licitação para a venda de terrenos públicos que sobrarem após obras públicas e que sejam “inaproveitáveis” para edificações, para donos de imóveis lindeiros — ou seja, os imóveis vizinhos. Para a medida, atualmente, é necessária apenas a prévia avaliação e autorização do Poder Legislativo. O mesmo vale para áreas que surgirem por mudanças no alinhamento das ruas, mesmo que possam ser usadas para construção.

Os vereadores que assinam o projeto são:

  • Adail Junior (PDT);
  • Ana Aracapé (Avante);
  • Bruno Mesquita (PSD);
  • Carla Ibiapina (DC);
  • Germano He-Man (PMN);
  • Leo Couto (PSB);
  • Marcel Colares (PDT);
  • Marcelo Lemos (Avante);
  • Marcos Paulo (PP);
  • Mari Lacerda (PT);
  • Pedro Matos (Avante);
  • Prof.ª Adriana Almeida (PT);
  • Professor Aguiar Toba (PRD);
  • René Pessoa (União Brasil);
  • Tam Oliveira (União Brasil);
  • Tony Brito (PSD).

Durante a gestão do ex-prefeito José Sarto (PDT), vereadores opositores ao então gestor denunciavam a venda de imóveis por preços inferiores ao seu valor de mercado. O presidente da CMFor, Léo Couto (PSB), já havia promulgado, no dia 23 de abril, uma resolução que aumentou os critérios para a desafetação de bens públicos, inclusive com a avaliação do valor de mercado dos imóveis.

Couto, durante a gestão Sarto, quando ainda não era presidente, chegou a falar em “valor Sarto” para a desafetação de certos bens públicos.