O prefeito de Iguatu, Roberto Filho (PSDB), e outras três pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal (PF) por possíveis crimes eleitorais durante as eleições de 2024. Além disso, eles são suspeitos pelo cometimento de crimes como associação criminosa e prática de “caixa dois” durante a campanha.
Além do gestor municipal, são indiciados Thiago Oliveira Valentim, conhecido como “Thiago Fumaça”; Márcia Rúbia Batista Teixeira, advogada e influencer que foi presa no ano passado por suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e que mantinha diálogos com Thiago; e o empresário Anderson Teixeira.
De acordo com a PF, no esquema, há gastos eleitorais não declarados, intimidação de eleitores e formação de organização criminosa. O Opinião CE teve acesso à parte do documento.
A PF, questionada por esta reportagem, afirmou que “não comenta investigações em andamento” e que não teria como fornecer mais informações, já que não divulgou nenhuma nota sobre o caso em questão.
O inquérito policial foi instaurado a partir de requisição da 13ª Zona do Ministério Público Eleitoral. Por meio da Delegacia de Juazeiro do Norte (DPF/JNE/CE), a PF teria encontrado indícios de que a coligação “Iguatu Merece Mais”, que apoiou Roberto no pleito do ano passado, realizou despesas não declaradas durante a campanha, prática conhecida como “caixa dois”.
A compra de camisetas e a realização de pagamentos em espécie não contabilizados na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão entre os elementos averiguados pela investigação.
Thiago Fumaça estaria impedindo adversários de realizar campanha em determinados territórios do município. Os indiciados, que ainda devem ser intimados, qualificados e interrogados, foram enquadrados nos crimes de falsidade ideológica eleitoral, organização criminosa e coação eleitoral.
