A busca por um estilo de vida mais saudável levou milhares de fortalezenses às academias nos últimos anos. Mas, por trás dos treinos intensos e da estética corporal, crescem também os riscos à saúde dos usuários em ambientes sem estrutura mínima de segurança. De olho nessa realidade, o vereador Wellington Saboia apresentou o Projeto de Lei nº 0367/2025, que estabelece normas obrigatórias para o funcionamento de academias e espaços dedicados a atividades físicas intensas no município de Fortaleza.
A proposta, atualmente em tramitação na Câmara Municipal, exige que todos os estabelecimentos tenham profissionais de educação física registrados no CREF, atestado de aptidão física (APF) atualizado dos alunos, e estrutura básica de emergência, como desfibrilador automático (DEA) e kit de primeiros socorros, com pelo menos um profissional capacitado por turno.
“É uma iniciativa que nasce da realidade. A gente escuta casos de mal súbito, de acidentes evitáveis, e percebe que muitos desses locais estão despreparados para lidar com situações críticas”, explica Saboia. Ele reforça que o projeto é também uma resposta à cobrança de usuários e profissionais da área por mais responsabilidade dos empresários do setor.
A pauta foi protocolada nessa sexta-feira, 30 de maio, na Câmara Municipal de Fortaleza e agora segue para análise das comissões temáticas da Casa antes de ser votada em plenário.
Saboia destaca ainda que o objetivo não é punir ou burocratizar, mas garantir o mínimo de segurança. “Se um espaço cobra pelo serviço, o consumidor tem o direito de encontrar ali um ambiente preparado para protegê-lo. É disso que estamos falando: de respeito à vida.”
A proposta também prevê a realização de avaliações físicas iniciais gratuitas ou acessíveis, a manutenção regular dos aparelhos, a ventilação adequada dos ambientes, e a fixação de orientações claras sobre o uso correto dos equipamentos.
