O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participou nesta sexta-feira (30) do 2º Seminário Nacional de Comunicação do PL, em Fortaleza. Mesmo inelegível para o próximo ano, ele recebeu apoio dos presentes como um possível candidato à Presidência da República. Durante seu discurso, Bolsonaro disse que vai “às últimas consequências” para poder concorrer ao pleito.
“O sistema está tomando cuidado redobrado para censurar nossas comunicações. Quem mantém o monopólio, consegue o poder”, disse.
De acordo com o ex-chefe do Executivo, o Governo quer “censurar” as redes sociais com o projeto de regulamentação das redes. “Tentaram no ano passado e agora vão voltar com toda carga, nos calar e impor uma ditadura de fato no nosso país”, afirmou. “Temos obrigação para lutar para que isso não venha a acontecer”, acrescentou.
O projeto para a regulamentação deve ser enviado ao Congresso Nacional ainda neste primeiro semestre. O texto está sendo elaborado por nove ministérios e prevê que as plataformas sejam responsabilizadas pelo cometimento de crimes, como a não remoção de conteúdos envolvendo pedofilia, abuso contra mulheres, incitação ao suicídio, desafios e outros.
LIBERDADE
Bolsonaro falou também sobre “liberdade”, termo comumente utilizado por lideranças do PL para tecer críticas ao Governo e à esquerda. “Quando criei ‘Deus, pátria e família’, faltava uma coisa, e daí veio a palavra liberdade. Uma pessoa sem liberdade é um vegetal. Não podemos aceitar a escravidão. Sem liberdade é a nossa escravidão”, frisou.
“Duvido que tenha um político mais perseguido que eu na história desse País”, pontuou.
“Para mim, seria mais fácil estar do outro lado, mas minha consciência não estaria tranquila, prefiro estar ao lado de vocês”, disse, direcionando a palavra aos apoiadores presentes no evento. “Tentaram de tudo. Queriam botar na minha conta a morte da Marielle Franco, os presentes sauditas, a questão da vacina, a baleia… Agora, estão na fumaça do golpe”, completou.
