Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) desta quinta-feira (29), o deputado De Assis (PT) foi à tribuna repercutir a descoberta de um grupo de espionagem e extermínio pela Polícia Federal. Ao investigar o assassinato de um advogado em Cuiabá (MT) em 2023, a PF desarticulou um grupo denominado Comando C4, que significa “Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos”.
O parlamentar explicou que a organização possuía uma tabela com valores para aqueles que quisessem eliminar ou espionar qualquer cidadão.
De Assis apresentou a tabela utilizada pelo grupo criminoso, que especifica valores para espionagem e assassinato: R$ 50 mil para cidadãos comuns, R$ 100 mil para deputados, R$ 150 mil para senadores e até R$ 250 mil para ministros e membros do Judiciário.
“Isso é um fato de extrema gravidade e que não pode ser normalizado. Até porque a organização criminosa era composta também por militares da ativa e da reserva. E oferecia serviços de espionagem e execução de autoridades, num modus operandi muito próximo de fatos históricos como o atentado no Rio Centro, em 1981, os atos terroristas de 8 de janeiro, que tinham o objetivo de assassinar o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre Moraes, e o caminhão carregado de bombas no aeroporto de Brasília. São atentados com motivação política, contra a democracia, que precisam ser investigados e punidos”, afirmou.
De Assis Diniz apontou que as investigações permanecem avançando e comparou as semelhanças do caso ao ocorrido no 8 de janeiro, no Palácio do Planalto, cujo trabalho policial resultou na prisão de pessoas envolvidas em atos golpistas. Durante seu pronunciamento, o parlamentar parabenizou as diversas ações do Governo do Estado no fortalecimento das políticas públicas cearenses.
