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Data Center: Ceará deve usar sistema de reabastecimento de água e energia excedente

O secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, afirmou, em entrevista ao Opinião CE, que o Data Center que deve se instalar no Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante, vai utilizar um sistema de reabastecimento de água para o funcionamento do equipamento.

Questionado sobre os possíveis impactos ambientais do empreendimento, o secretário também falou que o Estado já possui energia excedente, precisando, apenas, de um modo eficiente de escoar essa produção, que poderá ser usada pelo Data Center.

O equipamento, da Kwai – empresa dona da rede social Tik Tok -, deve ficar localizado próximo ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). Recentemente, o Opinião CE já adiantou a existência de tratativas do Governo do Estado para ampliar as linhas de transmissão na região.

Com a chegada iminente do investimento para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), políticos e ambientalistas alertaram para a preocupação sobre o uso da água, já que um Data Center utiliza, em média, entre 11 e 20 milhões de litros por dia para o resfriamento dos servidores e dos equipamentos de TI.

A quantidade é equivalente ao consumo diário de uma cidade com 30 a 50 mil habitantes.

“Lá, vai ter a água para reuso, que o próprio sistema se reabastece”, explicou o secretário. Chagas lembrou que o Estado já realiza esse processo em uma escala menor, com a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). “Agora, vamos fazer de uma forma mais ampliada”, frisou.

“Tem muita gente falando bobagem e o que não sabe, dizendo que não tem água e que vai tirar do consumidor. Não é isso”, pontuou o comandante da Casa Civil.

Confira a entrevista na íntegra

ENERGIA

De acordo com Chagas, a médio e longo prazo, o Ceará vai necessitar de cerca de 10 gigawatts (GW) de energia para abarcar todos os projetos que estão em curso. Atualmente, o Estado consome 1,5 GW.

Como explicou ele, o Ceará já gera muita energia e possui uma sobra para a demanda atual, mas faltam linhas de transmissão – adquiridas por meio de leilões feitos pelo Governo Federal – para que projetos como o do Data Center possam ser instalados. “O problema não é falta de energia, há energia suficiente – e energia renovável, eólica e solar – para abastecer. A questão é essa transmissão”, disse.