Menu

Cerca de 90% dos assassinatos no Ceará são relacionados a brigas de facções, diz Chagas Vieira

Secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, usou as redes sociais para informar a população fortalezense que a Cagece foi ao local do incidente logo após o comunicado da abertura da cratera na Avenida Leste-Oeste. Foto: Arquivo/ Opinião CE

O secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, afirmou em entrevista ao Opinião CE que cerca de 90% dos assassinatos no Ceará estão relacionados a brigas entre facções. Reconhecida pelo governador Elmano de Freitas (PT) como um dos maiores desafios de sua gestão no Estado, a segurança pública tem sido um dos focos do Poder Executivo neste ano.

Chagas ressaltou que o interesse do Governo é que não estivessem “se matando” para ocupar os territórios. “O que queremos é enfrentar com força, quer seja na área mais rica da cidade, seja na área da periferia”, disse. A intenção, conforme ele, é de que a população consiga ter mais tranquilidade ao sair de casa. “Não saia assustada, com medo de sair e não voltar, ter o celular ou a moto roubada.”

Leia também | Chagas não descarta candidatura ao Senado e diz que trabalha pelo projeto: “Enaltecido”

No ano passado, Elmano lançou um plano de metas para redução dos índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) — como homicídios, latrocínios e feminicídios — em 11%; e de Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) — os roubos — em 15%. Neste mês de maio, aliás, o Governo divulgou os dados referentes ao primeiro quadrimestre, com reduções de 18,3% em relação aos CVLIs e de 26,8% dos CVPs.

“Há uma redução, e não sou eu que estou dizendo, são números. (…) Há uma redução significativa, mas [ainda] são mais de três mil”, frisou, destacando que o Governo não tem interesse em “esconder números”, já que quer “enfrentar esse problema”.

De acordo com o secretário, o primeiro passo para enfrentar qualquer problema é reconhecê-lo. “Não passar a mão por cima e não colocar nada para debaixo do tapete”, destacou.

Confira a entrevista na íntegra

ROUBOS

De acordo com Chagas, de 90 a 100 pessoas são presas por dia no Estado. Ele frisou, no entanto, que não há mais vagas e que os presídios estão superlotados. “O Governo está construindo mais. É aquela situação: precisamos construir, pois estamos prendendo mais. Mas, obviamente, o ideal era de que não precisássemos, mas é uma necessidade.”

Ainda conforme ele, às vezes as prisões não permanecem concretizadas devido a algumas “leis que são frouxas”. Neste sentido, ele ressaltou que há um entendimento de que “a polícia prende e a Justiça solta”. “Essa sensação muito grande de impunidade estimula mais o crime”, finalizou.