O deputado federal cearense André Figueiredo deixou a presidência interina do PDT Nacional nesta terça-feira (20). O parlamentar vinha exercendo o papel de dirigente da sigla desde 2023, quando Carlos Lupi se licenciou do posto para assumir o Ministério da Previdência Social. Com a saída de Lupi do Governo Lula, o pedetista voltou à posição na legenda trabalhista.
Segundo Figueiredo, seu período como presidente foi um “ciclo honroso” em sua vida política.
“Nestes pouco mais de dois anos, vivi uma intensa jornada de aprendizado, entrega e compromisso com os ideais que movem o PDT”, escreveu.
De acordo com o parlamentar, mesmo sem estar na presidência da sigla, ele vai seguir na luta com a missão de “honrar os ideais do partido” ao qual é filiado há 41 anos. “Legado de gigantes como Brizola, que nos ensinou a resistir, e Darcy Ribeiro, que fez da educação sua revolução”, afirmou.
A fala, apesar de não citar nomes, contrasta com o posicionamento de pedetistas no Ceará, em que filiados como o ex-ministro Ciro Gomes e o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, estão se alinhando a lideranças bolsonaristas, grupo político que o PDT faz oposição a nível nacional.
“INJUSTIÇA” CONTRA LUPI
Sobre Lupi, o deputado opinou que o ex-ministro vem sofrendo uma injustiça nos últimos meses, após sua saída do posto no Palácio do Planalto. “Lupi se mantém firme, com a dignidade de quem nunca abandonou seus princípios. Meu respeito, confiança e carinho”, disse ao seu correligionário, ressaltando que “o tempo há de corrigir” as “injustiças”.
