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“Estamos no caminho certo”, diz coordenador de programa de prevenção da violência no Ceará

Coordenador executivo de Prevenção à Violência do Ceará, Avilton Júnior avalia que o Estado está “no caminho certo” na prevenção da violência. Como explicou ele, o Programa Integrado de Prevenção e Redução da Violência do Estado do Ceará (PreVio) não tem missão de fazer combate ao crime — como o crime organizado —, mas de trabalhar no período anterior ao crime em três níveis: primário, com a garantia de que o poder público vai estar disponível para a população; secundário, com mediação de conflitos; e terciário, já com a redução da violência.

Ao podcast Questão de Opinião, do Opinião CE, o coordenador executivo ressaltou que existem “desafios imensos”, pois “trabalhar em uma visão integrada, focalizada e territorializada é muito complexo”. Ele frisou, no entanto, que os avanços da prevenção à violência já podem ser observados.

Avilton destacou que, como os projetos tratam da questão da prevenção primária, muitas das iniciativas realizadas são de competência municipal, por isso precisam ser alinhadas com as prefeituras. Com as gestões municipais, aliás, é realizado um trabalho de capacitação dos servidores, para que os programas possam ser implementados e executados da melhor forma possível.

R$ 385 MILHÕES EM RECURSO

Lançado em 2022, o PreVio possui R$ 325 milhões em recursos, sendo R$ 265 milhões de operação de crédito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e R$ 60 milhões, em contrapartida, do Executivo estadual. Como cláusula de contrato com o banco internacional, ficou definido que cinco projetos de prevenção à violência serão avaliados. Uma empresa de consultoria está em fase final de contratação para fazer avaliação de impacto e avaliação de resultado das ações. As iniciativas avaliadas são:

  • Virando o Jogo: de preparação de adolescentes para o mercado de trabalho e de incentivo à reinserção escolar;
  • Empodera: direcionado a mulheres de 18 a 55 anos em situação de violência doméstica;
  • InteliGENTES: promoção da permanência de alunos do Ensino Fundamental I nas escolas e redução de vulnerabilidades;
  • Programa de Apoio ao Desenvolvimento Infantil (Padin);
  • Qualificação dos laboratórios da Perícia Forense do Ceará (Pefoce).

Além dos cinco projetos, o programa também será avaliado pela empresa. “Isso é uma boa prática da gestão. Você implementar e ver se deu certo, o que melhorou, o que evoluiu”, pontuou.