A Polícia Federal (PF) transferiu o traficante Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, para um presídio federal em Brasília. Líder do PCC, ele foi preso na Bolívia, na tarde da última sexta-feira (16), por portar um documento de identificação falso. Neste domingo, a PF levou ele para a sede da instituição em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, antes de levá-lo a um presídio de segurança máxima do Sistema Penitenciário Federal (SPF), na capital federal.
O objetivo da prisão de Tuta em um presídio de segurança máxima é isolá-lo do contato com outras lideranças criminosas e presos de alta periculosidade. Ele ficará custodiado na Penitenciária Federal em Brasília (PFBRA). A pena imposta pela justiça brasileira por associação criminosa e lavagem de capitais é superior a 12 anos.
A PRISÃO
Na sexta, em Santa Cruz de la Sierra, o criminoso tentou renovar sua licença para permanecer na Bolívia utilizando um documento falso. A Fuerza Especial de Lucha Contra el Crimen (FELCC), polícia boliviana, constatou a fraude e acionou os órgãos brasileiros e a Interpol.
Segundo a polícia boliviana, ele se apresentou como Maycon Gonçalves da Silva em um centro comercial da cidade, para tentar renovar a Cédula de Identidade de Estrangeiro (CEI), documento necessário para não bolivianos que residem no país. Ao consultar o sistema internacional de estrangeiros, surgiu um alerta indicando que se tratava de um procurado pela Interpol, momento em que a PF foi comunicada.
