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Fortaleza deverá contar com “corredores verdes”; prioridades são entornos de ciclovias

Presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza, Artur Bruno. Foto: Hellynara Fernandes

A cidade de Fortaleza poderá contar com a plantação de mais árvores durante a gestão do prefeito Evandro Leitão (PT), criando os chamados “corredores verdes”. A informação é do presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento de Fortaleza (Ipplan), Artur Bruno (PT).

Segundo o gestor petista, a proposta de tornar a capital cearense mais arborizada é uma determinação do gestor. Os corredores, de acordo com o titular do órgão municipal, devem ser implantados, principalmente, em torno de ciclovias, para incentivar o uso das bicicletas como modal de transporte no dia a dia.

Artur Bruno falou sobre esse e outros assuntos ao podcast Questão de Opinião, do Opinião CE. A entrevista, na íntegra, pode ser acessada no canal do Opinião CE no YouTube.

O presidente do Ipplan destaque que é preciso reconhecer  o avanço da cidade na criação de ciclovias nos últimos anos. Iniciada na gestão Luizianne Lins (PT), a política de infraestrutura para o modal bicicleta — que incluem ainda as ciclofaixas e ciclorrotas — ganhou volume e expandiu muito nas gestões dos ex-prefeitos Roberto Cláudio (PDT) e José Sarto (PDT).

Bruno avaliou que as bicicletas poderiam ser mais utilizadas no dia a dia, não apenas nos fins de semana. “Como em vários países do mundo. A bicicleta se torna um dos principais modais (de transporte nas cidades)”. O calor e o sol forte, segundo ele, é um dos principais motivos para a não utilização desses modais nos dias úteis em Fortaleza.

“[Em algumas ciclovias,] não há áreas verdes. Você vai ali, na ciclovia, e não tem árvores. A determinação é plantar árvores em torno das ciclovias. Temos que aumentar consideravelmente os corredores verdes”, afirmou.

Além da sombra, a arborização pode amenizar a sensação térmica. Artur Bruno ressalta que a variação de temperatura em Fortaleza pode chegar a três graus, de um bairro para o outro. A área mais quente da cidade, destaca o presidente do Ipplan, é a região do Grande Pirambu.

“A gente, às vezes, acha que as áreas mais quentes são as áreas que têm prédios. Isso não é verdade. […] O Pirambu, aquela região do lado oeste, é a parte mais quente de Fortaleza, com muitas casas, perto da praia, mas que não têm áreas verdes”, disse. “São casas atrás de casas. É tanta construção e asfalto que, ali, é muito mais quente do que Aldeota, Meireles e Dionísio Torres, bairros com (muitos) prédios, mas que possuem mais áreas verdes”, acrescentou.

O presidente do Instituto de Planejamento afirmou que há estudos sendo realizados pela Prefeitura para que sejam apresentados projetos, inclusive para a aquisição de créditos de carbono. “A cidade planta e busca empresas ou grupos econômicos que possam comprar o crédito de carbono.”

Entre as ideias do Poder Executivo, conforme o gestor municipal, está a utilização dos créditos para a realização de políticas ambientais em áreas periféricas.