O secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, negou que o Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar (HMJMA) terá os seus serviços fechados para o Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o integrante do Governo, os opositores ao governador Elmano de Freitas (PT) estão divulgando “fake news” sobre o assunto. Nesta terça-feira (13), começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) projeto que transfere a gestão da unidade de saúde para a Polícia Militar do Estado do Ceará. A matéria destaca que os atendimentos no âmbito do SUS seguirão sendo realizados, apesar de não delimitar o número ou percentual de leitos para cada serviço.
“Vocês estão mentindo novamente. Não há nenhuma possibilidade de se fechar o atendimento do Martiniano de Alencar para a população”, destacou Chagas.
A polêmica sobre um possível fechamento dos atendimentos SUS existe desde o ano passado, quando foi anunciado que o hospital poderia ser transferido para a PMCE. Diante do cenário, o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e o Ministério Público Federal (MPF) recomendaram a manutenção dos serviços do SUS, solicitação que foi atendida pelo Executivo. Para tal, ficou definida a criação de uma comissão específica, por parte da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), para monitorar os serviços prestados.
O secretário da Casa Civil criticou os opositores, citando que eles parecem estar “contra a polícia”. Dentre os políticos que comentaram sobre um suposto fechamento do serviço no hospital está o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT). Em suas redes sociais, RC divulgou título de matéria que trata sobre a recomendação, do MPF, para a suspensão da transição do hospital para a PM. “É uma irresponsabilidade o Governo do Ceará querer fechar um hospital público voltado ao atendimento da população usuária do SUS”, divulgou o ex-gestor, nesta segunda-feira (12).
“Lamentável saber que são os mesmos que estiveram comandando Fortaleza recentemente. Médicos, dois médicos que ficaram 12 anos na Prefeitura e que destruíram a saúde da Capital”, criticou, fazendo referência, também, ao ex-prefeito José Sarto (PDT).
