O deputado estadual e atual presidente do PT Fortaleza, Guilherme Sampaio, confirmou ao Opinião CE que as conversas com o Campo Democrático avançaram para o apoio mútuo entre as alas petistas para as eleições internas do partido.
Como explicou o parlamentar, enquanto o Campo Democrático, liderado por José Guimarães, vai lançar Antônio Filho, o Conin, como candidato à reeleição na estadual, o Campo Popular tem, na candidatura do ex-deputado Antônio Carlos, um nome que conseguiu unidade junto ao grupo de Guimarães. Como divulgou Guilherme, no entanto, as conversas com o Campo de Esquerda, liderado por Luizianne Lins, ainda não alcançaram a unidade.
O Processo de Eleição Direta (PED), que ocorre no dia 6 de julho deste ano, vai eleger os diretórios nos níveis municipal, estadual e nacional. Com os últimos acontecimentos, as candidaturas ao Ceará e para Fortaleza se limitaram a duas para cada âmbito. À estadual, além de Conin, é candidata a vereadora de Fortaleza, Adriana Almeida, pelo Campo de Esquerda. Já para a municipal, o grupo de Luizianne lançou a também vereadora Mari Lacerda, que, atualmente, está colocada para concorrer com Antônio Carlos.
Segundo Guilherme, em uma primeira conversa com a coordenação do Campo de Esquerda, foi possível ter uma sinalização de que o diálogo deve persistir. “Em um primeiro momento, não foi possível ainda chegar a esse patamar de unidade em relação à apresentação de candidatura única, mas já foi sinalizado, por parte do próprio Campo de Esquerda, que há abertura para que esse diálogo persista”, disse.
“A eleição só acontece em 6 de julho. Daqui para lá, tem bastante tempo para dialogar e construir o máximo de unidade possível”, acrescentou o parlamentar.
De acordo com o deputado, vem sendo possível perceber que há afinidade, no diagnóstico das alas petistas, acerca de quais são as prioridades necessárias por parte da legenda. Ele citou exemplos: “atualização do programa [do partido], de capacidade de mobilização das bases sociais, de diálogo e comunicação da sociedade. Há muita afinidade”, completou.
Para o presidente do PT Fortaleza, a construção para candidaturas únicas à presidência do partido não se trata de uma “pacificação” – termo que alguns petistas têm utilizado –, mas sim da “construção de uma unidade”. “‘Pacificar’ se utiliza quando há um conflito grave. Não temos conflito grave”, explicou. “Nossos adversários estão fora do PT, não dentro. Governamos Fortaleza, Ceará e o Brasil, portanto, precisamos de um partido unido e uma base unida para enfrentar os adversários que atacaram e feriram gravemente a democracia no último período do País, com grande prejuízo nos direitos da maioria da população”, afirmou Sampaio.
