Menu

Fórum no Rio debaterá investimento de U$ 6 trilhões para enfrentar crise climática

Fórum antecede COP30 e discute estratégias econômicas ambientais. Foto: Adriano Gambarini

O 2º Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza (FFCN) acontecerá nos dias 26 e 27 de maio, no Rio de Janeiro, e contará com a participação de líderes nacionais e internacionais. Segundo a Comissão Global sobre Economia e Clima, as emergências climáticas exigem cerca de US$ 6 trilhões em investimentos anuais até 2030 para enfrentar a crise climática e ecológica. Além dessa proposta, os representantes irão discutir também sobre estratégias, modelos financeiros e políticas públicas que promovam desenvolvimento socioeconômico e sustentável.

O encontro dará sequência ao primeiro, que aconteceu em São Paulo, em fevereiro de 2024, e visa reforçar a representação do Brasil nas ações ambientais que apoiam uma economia de baixo carbono. As discussões devem abordar também o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal e as transformações em curso na economia mundial, a exemplo da industrialização verde e da reforma da arquitetura financeira.

O 2º Fórum está inserido no contexto da COP 30, que será sediada em Belém, no Pará, em novembro deste ano. Antecedendo o evento, o fórum apresentará propostas para o ”Roteiro de Baku para Belém para 1,3T”, com o objetivo de fortalecer o financiamento climático destinado aos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil.

A programação do evento é organizada por sete instituições da sociedade civil: Instituto Arapyaú, Instituto AYA, Instituto Clima e Sociedade (ICS), Instituto Igarapé, Instituto Itaúsa, Open Society Foundations e Uma Concertação pela Amazônia, uma rede de mais de 600 integrantes, representantes dos setores público e privado, academia e sociedade civil.

O fórum ainda contará com a presença de Geraldo Alckmin (vice-presidente da República), Marina Silva (ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima), Ajay Banga (Banco Mundial), Nadia Calviño (Banco Europeu de Investimento), Ilan Goldfajn (Banco Interamericano de Desenvolvimento), Michelle Bachelet (Club de Madrid), Ngozi Okonjo-Iweala (Organização Mundial do Comércio) e Fernando Haddad (ministro da Fazenda).