Dois anos após o ato de 8 de janeiro, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas em Brasília, políticos de direita organizam manifestações em apoio à anistia dos condenados pelos atos. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) representa uma das vozes que têm apoiado esse movimento, ecoando a expressão “Anistia Já”, classificando a ação como uma questão humanitária e não política.
Em mensagens de apoio, Bolsonaro expressou solidariedade às famílias dos presos e elogiou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), concordando com seu discurso, que classificou como mínima a gravidade dos eventos, afirmando também que não houve tentativa de golpe devido a uma ausência de liderança no movimento. O ex-presidente teve alta neste domingo (4) e afirmou nas redes sociais que tem o desejo de estar presente no ato.
“Tentarei estar presente se a situação de saúde do momento permitir”, escreveu em publicação no X.
A manifestação, chamada de “Caminhada Pacífica pela Anistia Humanitária”, sairá da Torre de TV, na região central da capital, em direção ao Congresso Nacional. Nas redes sociais, representantes da direita se uniram para divulgar o ato e convidar a sociedade civil para participar da caminhada.
A proposta de anistia segue em tramitação no Congresso, com intensos debates entre os parlamentares. No Senado, as discussões se dividem sobre o tema: alguns senadores, como Cleitinho (Republicanos-MG) e Rosana Martinelli (PL-MT), apoiam propostas de anistia parcial, enquanto outros, como Humberto Costa (PT-PE), defendem que a pauta não é prioritária e que a opinião pública é, em sua maioria, contrária ao perdão. O líder do Partido Liberal (PL), Sóstenes Cavalcante, protocolou, no dia 14 de abril, um pedido de urgência para votar o projeto de lei e conseguiu 246 assinaturas de apoiadores na Câmara dos Deputados.
