Começa, nesta quarta-feira (7), o Conclave, processo que irá escolher o novo papa. Nesta sexta-feira (2), os funcionários do Vaticano instalaram a chaminé no teto da Capela Sistina, de onde sairá a fumaça branca que anunciará ao mundo a escolha do novo pontífice. A obra aconteceu enquanto os cardeais se reuniam para a oitava Congregação Geral.
Na Sala Nova do Sínodo, estiveram presentes pouco mais de 180 cardeais, sendo mais de 120 com direito a voto. Aqueles que chegaram recentemente prestaram juramento hoje.
Durante o encontro, houve 25 intervenções. Os temas abordados reforçaram o foco do pontificado do Papa Francisco, com destaque para a evangelização como eixo central da missão da Igreja. A necessidade de comunicar o Evangelho de forma eficaz, especialmente aos jovens, foi uma preocupação comum. Também se destacou a importância da Igreja como uma comunhão fraterna e evangelizadora, e houve menção aos riscos da contra-testemunho, como os escândalos de abusos sexuais e financeiros.
Outros temas relevantes incluíram a centralidade da liturgia, a importância do Direito Canônico e as relações entre sinodalidade, missão, colegialidade e o desafio do secularismo. Foi feita ainda uma referência à hermenêutica da continuidade entre os pontificados de João Paulo II, Bento XVI e Francisco. A Eucaristia também foi destacada como elemento fundamental da vida missionária da Igreja.
Já em conversa com os jornalistas, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, desmentiu rumores sobre um suposto mal-estar do cardeal Pietro Parolin. “Não, isso não aconteceu. Não é verdade”, reiterou.
CONCLAVE
Com a proclamação da “Extra omnes”, expressão em latim que marca o fechamento da chave da Capela Sistina, será iniciado o Conclave, na próxima quarta-feira (7). A data da cerimônia foi definida na manhã de segunda-feira (28) pelos cerca de 180 cardeais presentes (pouco mais de 100 eleitores). Eles se reuniram na Congregação Geral no Vaticano.
A “Extra omnes”, ou “Fora todos”, em português, exige que todos os que não são admitidos na reunião dos cardeais convocados para eleger o próximo pontífice da Igreja devam se retirar da igreja. Os purpurados eleitores, com menos de 80 anos, ficarão isolados do resto do mundo dentro da Capela Sistina até a fumaça branca e o “Habemus Papam”. A expressão latina pronunciada da Loggia delle Benedizioni pelo cardeal protodiácono marca o anúncio ao mundo da escolha do novo Papa.
Os cardeais brasileiros que poderão votar são:
- Dom Sérgio da Rocha (65 anos), arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, membro do Conselho de Cardeais que assessora o Papa;
- Dom Jaime Spengler (64 anos), arcebispo de Porto Alegre e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB);
- Dom Odilo Scherer (75 anos), arcebispo de São Paulo, nomeado cardeal por Bento XVI em 2007;
- Dom Orani João Tempesta (74 anos), arcebispo do Rio de Janeiro, criado cardeal por Francisco em 2014;
- Dom Paulo Cezar Costa (57 anos), arcebispo de Brasília, nomeado cardeal por Francisco em 2022;
- Dom João Braz de Aviz (77 anos), arcebispo emérito de Brasília;
- Dom Leonardo Ulrich Steiner (74 anos), arcebispo de Manaus.
