O deputado estadual Felipe Mota (União Brasil) conversou com o Opinião CE sobre a recém-firmada Federação União Progressista, entre o seu partido e o PP. Segundo ele, mesmo que o Progressistas esteja, atualmente, na base de Elmano de Freitas (PT), a sigla deverá migrar para a oposição no momento em que o Diretório Nacional decidir pela posição de oposicionista. Como destacou ele, as definições estaduais para 2026 dependerão dos candidatos à Presidência. A aliança entre as legendas de centro-direita já conta com um pré-candidato, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil.
De acordo com o parlamentar, a nova federação, no Ceará, será “um sucesso”. As bancadas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) vão crescer. No âmbito federal, serão cinco parlamentares, quatro do União e um do PP, o presidente estadual, AJ Albuquerque. Já na Alece, os dois do PP se juntam aos quatro da legenda presidida por Capitão Wagner no Estado, formando seis estaduais. Felipe Mota ainda especula uma segunda ampliação.
“Alguém tem dúvida de que, com a atratividade, vamos a seis ou sete federais e romper os 10 estaduais na Alece? Ninguém tem dúvida”, disse.
A “atratividade” a qual Mota aponta diz respeito ao fato de que a federação vai ter a maior bancada na Câmara dos Deputados, com 109 parlamentares. Com isso, a união entre as siglas vai ter o maior fundo eleitoral e o maior tempo de TV para as eleições, caso nenhuma bancada ultrapasse o número de deputados. O cearense afirmou ainda que, com base em informações dos partidos, a federação deve chegar a 142 deputados na janela partidária, a partir de março de 2026.
