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Fortaleza terá plano para população em situação de rua, diz secretário

Secretario da Coordenadoria Especial de Políticas Sobre Drogas de Fortaleza, Técio Nunes, ao lado do prefeito Evandro Leitão. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fortaleza é a cidade nordestina com o maior número de pessoas em situação de rua, em quase 10 mil. Nesta sexta-feira (25), a Prefeitura entregou a obra de um túnel na Avenida Dom Luís, onde, por cerca de 30 dias, foi feito um trabalho de levar serviços à população em situação de rua que frequentava o local. Como destacou o prefeito Evandro Leitão (PT), esta foi apenas a primeira iniciativa do tipo na capital cearense, que deve realizar a medida em outros cantos da cidade. O Opinião CE conversou com o secretário da Coordenadoria Especial de Políticas sobre Drogas (CPDrogas), Técio Nunes (Psol), que destacou o lançamento de um plano para tentar resolver o problema social.

Segundo Técio, já foi realizado o mapeamento da população em situação de rua da cidade, em ação conjunta à Secretaria dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SDHS). De acordo com ele, apesar de a população também estar concentrada em outros viadutos, o “grande desafio”, atualmente, é o Centro da capital. Durante o evento desta sexta, Evandro destacou o Centro e os bairros Parangaba, Benfica e Aldeota como os que mais concentram pessoas em situação de rua.

Conforme o secretário, que disse ainda não ter sido possível trabalhar em uma previsão para o lançamento do plano, a meta da gestão é achar uma “solução efetiva, eficaz e resolutiva” para esse problema. 

“Uma das principais políticas da CPDrogas é o acolhimento e a garantia de oportunidade e direitos a pessoas que estão em situação de rua e estão em uso problemático de substâncias”, frisou.

A Prefeitura lançou, recentemente, um Comitê Integrado para tratar sobre o tema, em conjunto com movimentos sociais, demais entidades, o poder Judiciário e o poder Legislativo, para, segundo o titular da pasta, “enfrentar de frente a realidade que assola Fortaleza”. “Não podemos mais conviver com ela, fingir que não existe”, finalizou.