O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (21) que, nos trabalhos legislativos, prefere “gastar energia” em temas como saúde, educação e segurança em vez da anistia aos presos do 8 de janeiro. O chefe da Casa vem sendo pressionado por lideranças da direita e extrema-direita para pautar o projeto que quer anistiar os envolvidos na tentativa de golpe de Estado. Ainda no evento desta segunda, no entanto, Motta disse estar em diálogo com líderes partidários e institucionais sobre o tema.
“É nessa agenda que nós temos que focar. É gastarmos energia com aquilo que realmente vem a representar, para o País, avanços em muitos problemas que nós temos na saúde, na educação e na segurança pública”, afirmou Motta. A declaração foi dada em São João del-Rei, durante evento em homenagem ao 40º aniversário do falecimento do ex-presidente eleito Tancredo Neves, nascido na cidade mineira.
“E peço que o Parlamento foque na agenda, que é o que realmente a população pede de nós neste momento”, acrescentou.
O presidente da Câmara, entretanto, também acenou aos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), defensores de que o projeto da anistia avance na Casa. Motta disse estar em conversa com lideranças de partidos, do Senado Federal e de outras instituições sobre o assunto. “É um tema que, como todos sabem, divide a Casa. Eu tenho procurado na nossa gestão, de pouco mais de dois meses, conduzir a Casa com muita serenidade, com muito equilíbrio”, disse.
Desde o início do ano, aqueles que são favoráveis ao perdão dos crimes cometidos no dia 8 de janeiro vêm pressionando Motta. A oposição do Governo já mobilizou duas manifestações pedindo que a proposta seja votada. No último dia 14 de abril, o PL protocolou o requerimento de urgência ao projeto de lei da anistia. Esse requerimento tinha 262 assinaturas válidas, cinco a mais que o mínimo necessário de 257.
*Com informações de Agência Estado
