O juiz Isaac Dantas Bezerra Braga, da Comarca de Alto Santo, descartou envolvimento do prefeito de Potiretama, Luan Dantas (PP), por suposto envolvimento do gestor municipal com membros de uma organização criminosa no Ceará. O Ministério Público do Ceará (MPCE) apontava a suspeita de que ele teria sido o mandante de um incêndio criminoso, executado por faccionados. O magistrado, no entanto, acatou a denúncia de incêndio criminoso contra o chefe do Executivo do Município, caso que será investigado. O prefeito agora virou réu no processo.
Segundo Braga, as autoridades policiais não apresentaram “elementos mínimos” que dessem sustentação à tese de envolvimento de Luan com a organização criminosa. Neste caso, a polícia teria se limitado à “reprodução de informações conhecidas no âmbito da segurança pública local”.
Em relação ao incêndio, na denúncia, Luan e outro investigado, Thiago José Sousa Araújo, são acusados de estarem envolvidos em ordenar a execução de um incêndio em imóvel que está no nome de Fernando Antônio Bezerra Freire, em Alto Santo, município vizinho. Dr. Fernando Bezerra (PSD), em 2024, foi candidato a prefeito na cidade.
PREFEITO SEGUE NO CARGO
Após a Polícia Civil do Ceará (PCCE) apontar “fortes vínculos” de Luan Dantas com membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), o prefeito foi preso no dia 3 de abril. No último dia 14, o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) decidiu mantê-lo como prefeito. O caso teve como relator o desembargador Francisco Érico Carvalho Silveira. Na decisão, a Corte decidiu pela aplicação de multa no valor de R$ 5.320 para cada conduta irregular dele e de sua vice, Solange Campelo (PT), reformando a decisão anterior. No total, cada um deverá pagar R$ 21.282,00 de multa.
