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Evandro estipula final de abril para “normalizar” distribuição de medicamentos em Fortaleza

O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), afirmou que a sua gestão vai normalizar a distribuição dos medicamentos à população até o final deste mês de abril. Nesta quinta-feira (10), o prefeito reinaugurou o Posto de Saúde Viviane Benevides, na Vila Manoel Sátiro, unidade que passou por reestruturação. Conforme o chefe do Executivo Municipal, do total de 137 medicamentos ofertados pela cidade, uma média de 80%, ou seja, 116, estão sendo distribuídos aos fortalezenses.

Segundo Evandro, mesmo com a “situação crítica” deixada pelo ex-prefeito José Sarto (PDT) na capital cearense, foi possível “avançar em algumas coisas”. Além da reestruturação dos postos – com previsão de entregar cinco até o final deste mês -, o petista falou sobre o Hospital Nossa Senhora das Graças, no Conjunto Ceará, que passa por reforma para ser ampliado de 80 para 120 leitos, e do Instituto Dr. José Frota (IJF), hospital que enfrentou crise no segundo semestre do ano passado e que, segundo Evandro, receberá mais 30 leitos de UTI. A unidade, aliás, já esta disponibilizada de todos os medicamentos, como explicou o prefeito.

Para ele, inclusive, “o grande problema” da saúde de Fortaleza não é a atenção terciária – dos hospitais -, mas sim a atenção primária – nos postos. Como medidas necessárias para a reestruturação, ele cita a questão dos medicamentos e a ampliação de unidades de Saúde da Família.

“Para que possamos fazer com que a população, no lugar de estar indo para uma UPA e uma Policlínica, às vezes até para Frotinha e Gonzaguinha, esteja sendo atendida nos Postos de Saúde”, disse.

Ainda sobre os medicamentos, o prefeito afirmou que não quer esconder nenhuma situação da população, mas que quer que “a população nos diga o que está acontecendo”. Segundo ele, quando assumiu a gestão no início deste ano, o estoque da Prefeitura era “praticamente zero”, além do deficit com fornecedores e de quatro a cinco meses de inadimplência com empresas prestadoras de serviço. Evandro destacou também a “ausência de planejamento” no final do ano passado, pela gestão Sarto.

Conforme o gestor, a primeira coisa que foi feita ao assumir a cidade foi conhecer a realidade e iniciar o processo licitatório “o mais breve possível”. Ele ressaltou que a aquisição dos medicamentos demanda tempo, podendo levar de 30 a 45 dias para ser entregue.