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Foragido, prefeito de Choró, Bebeto Queiroz, tem o mandato cassado pela Justiça Eleitoral

A Justiça Eleitoral cassou o mandato do prefeito eleito de Choró, Bebeto Queiroz (PSB), foragido desde o dia 5 de dezembro. Ele é investigado pela Polícia Federal (PF) por compra de votos. Além dele, também teve o mandato cassado o vice-prefeito eleito, Bruno Jucá (PRD). Os dois, conforme a 6ª Zona Eleitoral de Quixadá, também estão inelegíveis pelo período de oito anos. Eles também foram punidos com uma multa no valor de R$ 53.205. Os integrantes da chapa podem recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

Caso a Justiça Eleitoral entenda, após os recursos, pela manutenção das medidas, novas eleições devem ser realizadas no município do Sertão Central. Segundo o Código Eleitoral, o pleito deve ocorrer em um prazo de 20 a 40 dias após a determinação final da Justiça.

A decisão na Zona Eleitoral foi proferida pelo juiz eleitoral Welithon Alves de Mesquita. O magistrado entendeu que Bebeto utilizou-se de abuso de poder político e econômico durante a sua campanha para o Executivo. As denúncias apontam que houve aumento de pagamentos salariais irregulares e contratações na Prefeitura durante período proibido pela Justiça Eleitoral. 

Com um mandado de prisão em aberto, Bebeto não pôde tomar posse como gestor da cidade. Durante cerimônia na Câmara Municipal de Choró, no dia 1º de janeiro, o eleito não esteve presente. Ainda no mesmo dia, o Ministério Público do Ceará (MPCE) solicitou a cassação do registro da candidatura dele e de seu vice. 

A OPERAÇÃO

Bebeto é alvo da operação “Vis Occulta”, da PF, que investiga a compra de votos nas eleições municipais, além da operação “Ad Manus”, do MPCE, que investiga atos ilícitos de contratos de prestação de serviço de abastecimento de veículos da Prefeitura de Choró. O parlamentar havia sido preso durante 10 dias devido à primeira operação. Após ser solto, foi indiciado pelo segundo caso, estando foragido desde então.