O senador Cid Gomes (PSB) segue na defesa da candidatura do deputado federal Júnior Mano (PSB) para uma das duas vagas que estarão em disputa no Senado Federal em 2026. Nesta segunda-feira (7), o parlamentar explicou que já havia feito um acordo com Mano para que ele concorresse à Câmara Alta ainda antes dele se tornar seu correligionário. A filiação do deputado à legenda socialista foi oficializada em dezembro do ano passado. O senador deu a declaração nesta segunda-feira (7), no evento de lançamento do Pacto Cearense pela Primeira Infância, no Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE)
Segundo o ex-governador do Ceará – que disse não estar querendo “antecipar a discussão” dos nomes que serão lançados pelo bloco governista -, o acordo para trazer Júnior Mano ao partido teve como promessa de que, se o PSB tivesse uma vaga de senador, ela seria do deputado. “Pronto, agora esse é um compromisso meu e dele”, afirmou.
“Mas na hora certa, que eu acho que não seja agora, eu vou defender aquilo que eu me comprometi com ele”, acrescentou.
Cid, que finaliza os seus oito anos de mandato no Senado no próximo ano, já afirmou não ter pretensão de disputar a reeleição. Ainda assim, ele é citado por seus aliados como um “candidato natural”. O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB), aliás, afirmou ao podcast Questão de Opinião, do OPINIÃO CE, que Cid é o seu candidato, mesmo também sendo postulado para uma das vagas em disputa.
Para 2026, conforme o senador, o objetivo do partido, no Ceará, será fazer entre cinco e seis deputados federais e 12 deputados estaduais. De acordo com ele, a defesa de Júnior Mano para o Senado ajudaria a legenda a expandir a sua bancada na Câmara dos Deputados, já que o parlamentar possui cerca de 40 prefeitos aliados, que, sem a possibilidade de votar em Mano para a Câmara, apoiariam outros nomes.
“Na hora que ele se desloca para uma candidatura majoritária, isso permite que a gente faça uma realocação dessas lideranças e isso ajudar a completar a eleição de vários candidatos, que já são deputados e que vão para a reeleição, e outros novos que não são ainda e que pretendem ser”, frisou Cid.
Além dos dois pessebistas, são colocados como possíveis candidatos os deputados federais José Guimarães (PT) e Eunício Oliveira (MDB), o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos), o presidente da Assembleia, Aldigueri, e, recentemente, tem se falado no nome do secretário-chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, também como um possível postulante. “Eu defendo que a gente possa ter muitas alternativas para, com muitas alternativas, a gente apresentar e formalizar, com a nossa aliança, os melhores nomes. Nomes que sejam fruto de um desejo coletivo e não de um projeto pessoal”, defendeu Cid, que entende como natural o número de nomes apresentados.
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O senador também destacou que não tem uma possível candidatura sua a um dos cargos em disputa como prioridade. “‘Ah, a sua candidatura?’. Minha candidatura está em segundo plano. Primeiro, é importante a gente fazer uma bancada boa de deputados federais e uma bancada boa de deputados estaduais. Reeleger o Elmano, tá certo? E bom, se sobrar alguma coisa para mim, muito bem, vou examinar na hora certa”, finalizou.
