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“À disposição para o Senado”, Aldigueri acredita que “ainda não seja o momento” para a discussão

Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, Romeu Aldigueri, em entrevista ao Opinião CE. Foto: Hellynara Fernandes

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), deputado estadual Romeu Aldigueri (PSB), vem sendo citado por seus aliados de bancada como um possível nome para a disputa eleitoral ao Senado Federal nas eleições do próximo ano. Em entrevista ao podcast Questão de Opinião, do OPINIÃO CE, o chefe do Legislativo disse estar à disposição do grupo governista para concorrer a uma cadeira na Câmara Alta do Congresso Nacional, a depender do que os grandes líderes do grupo decidam. No entanto, o parlamentar afirmou acreditar que “ainda não seja o momento” para discutir o assunto, já que o grupo possui, atualmente, “outras missões”.

Além de Aldigueri, são citados como possíveis candidatos ao Senado o atual senador Cid Gomes (PSB), o ex-senador Chiquinho Feitosa (Republicanos) e os deputados federais José Guimarães (PT), Eunício Oliveira (MDB) e Júnior Mano (PSB). Cid, apesar de já ter afirmado “não ter pretensão” para concorrer à reeleição, é colocado por seus aliados como um candidato natural.

O ex-governador cearense já afirmou mais de uma vez que quer o deputado Júnior Mano como candidato. Sobre o seu correligionário, Aldigueri disse que ele é um “grande amigo”, “trabalhador” e que possui “toda a capacidade de disputar o Senado”. O presidente da Assembleia, no entanto, defendeu que Cid se candidate. “Nosso nome é o senador Cid Gomes. Líder, estadista da sua inteligência, trabalho e garra. Nos visita todos os dias. É um homem de palavra. Vamos tentar fazer com que ele vá para a reeleição. Enobrece e melhora a chapa”, disse, citando que Camilo e Elmano também querem que o pessebista vá para a reeleição.

“É o que todos nós queremos. Um líder nato, respeitado e que fez e faz para o Ceará”, disse.

Cid, Aldigueri e Júnior Mano, aliás, são todos filiados ao mesmo partido, o PSB. O chefe do Legislativo relatou ainda que não há possibilidade de um racha dentro da sigla. “O partido está unido, o nosso nome é o senador Cid Gomes”, ressaltou.

Ainda conforme ele, será necessário escutar os “grandes líderes” do grupo governista, o governador Elmano de Freitas (PT), o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), e o próprio Cid, para que as chapas majoritárias de 2026 sejam definidas. “Nossos líderes maiores, ouvindo todo o arco de aliança, vão definir vaga para senador e vaga para vice-governadora. Isso será decidido no momento certo”. Sobre o “momento certo”, o parlamentar estipulou o mês de março do próximo ano, quando estará em curso a janela partidária.

Conforme ele, é preciso manter os aliados unidos, já que os adversários do grupo são “o fascismo e a extrema-direita”. “Não podemos deixar um estado que está há 18 anos se desenvolvendo caia nas mãos do fascismo”, alertou.