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Operação prende influenciadores no Ceará que divulgavam o ‘jogo do tigrinho’

Os influenciadores foram presos por promoção de jogos de azar e lavagem de dinheiro. Foto: Reprodução/Instagram

A Polícia Civil do Ceará (PCCE), em conjunto com as Polícias Civis de São Paulo, Mato Grosso e Pará, deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (2), a “Operação Quéfren”. O objetivo foi prender homens e mulheres suspeitos de divulgar, fomentar e estimular a prática de jogos ilegais no Brasil – especialmente o cassino on-line conhecido como “jogo do tigrinho”.

Em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, cinco pessoas foram presas. Já em outros estados, foram capturados mais cinco indivíduos. Todos eram agentes e influenciadores que usavam suas redes sociais para captar as vítimas.

A ofensiva, que acontece de forma simultânea em vários municípios do Ceará, como Fortaleza, Itaitinga e Eusébio, e em Santana de Parnaíba (SP), Cuiabá e Várzea Grande (MT) e Marabá (PA). Pelo menos 10 pessoas foram presas. Conforme a polícia, os influenciadores enganam seus seguidores nas redes sociais com “conta demo”, que são senhas programadas para ganhar nos sites de apostas e mostrar que é possível conseguir dinheiro de forma fácil.

Ao todo, foram expedidos 13 mandados de prisão, 17 mandados de busca e apreensão, 23 mandados de busca de veículos (pelo menos 14 veículos já foram apreendidos) e 15 mandados de bloqueio de bens e valores. Também foram apreendidos carros de luxo e uma quantia em dinheiro. Os carros estão avaliados em cerca de R$ 500 mil, mas o valor em dinheiro não foi divulgado. As investigações iniciaram há cerca de um ano, após informações recebidas pela polícia de que criadores de conteúdo estariam divulgando os jogos de azar.

Foto: Reprodução/SSPDS

OPERAÇÃO

Com base nas investigações policiais, que se iniciaram em abril de 2024, os influenciadores digitais, que possuem milhares de seguidores, gravavam vídeos com ganhos fictícios em plataformas de cassino online e postavam em suas redes sociais para captar apostadores, além de utilizarem conta teste para iludir os seguidores. Os investigados faziam parte de uma rede formada por gerentes, agentes e influenciadores digitais que negociavam diretamente com chefes das plataformas que tinham como proprietários pessoas que residiam no exterior, a sua maioria na China, fazendo a indicação de outros influenciadores digitais para a divulgação dos jogos de azar.

Em Juazeiro do Norte, três veículos de luxo, cada um avaliado em R$ 500 mil, foram apreendidos com os suspeitos. Conforme o g1, três dos influenciadores presos são Brenna Brito, Felipe Galviz e Joyce Gomes.

Com o aprofundamento do caso, os policiais identificaram os indivíduos que pertencem a esse grupo criminoso que atua em várias cidades do Ceará e em outros estados. Os indivíduos, que atuam, também, com lavagem de dinheiro, chegaram a movimentar milhões, só com o recebimento dos valores aportados pelas vítimas.