Devido a inúmeras reclamações de pedestres e comerciantes, o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), determinou um estudo para remover as barras de proteção colocadas nas principais vias da Capital, principalmente nas ruas Barão do Rio Branco e Floriano Peixoto, no Centro.
As barras foram instaladas nos corredores de veículos como parte do programa de mobilidade urbana programa Calçada Viva, iniciada no final da gestão de Roberto Cláudio (PDT), tendo continuidade com o sucessor José Sarto (PDT).
À época, o Calçada Viva fazia parte de uma estratégia abrangente de promoção da segurança viária, encabeçada pela gestão da Cidade. A instalação de faixas para pedestres e ciclistas provocou o estreitamento das vias, provocando insatisfação nos comerciantes, tendo em vista que as ruas Barão do Rio Branco e Floriano Peixoto, no Centro, por exemplo, são essencialmente comerciais.
TRANSTORNOS
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas da Capital (CDL Fortaleza), Assis Cavalcante, disse ao OPINIÃO CE que Calçada Viva foi implantado quando o Centro tinha um fluxo diário de 350 mil pessoas. “Hoje, são 190 mil”, frisou.
Assis Cavalcante recordou ainda que o plano previa que as vias permitissem a passagem de dois carros na Rua Barão do Rio Branco, porém a instalação de uma área para táxis estreitou a pista de rolamento, causando congestionamentos constantes, com a situação piorando quando um consumidor, ao retirar um produto comprado em uma loja, precisava estacionar o carro defronte ao estabelecimento comercial para colocar o bem adquirido. “Nesse caso, o trânsito para totalmente”, frisou.
A situação fica mais caótica na Rua Floriano Peixoto, que, com o Calçada Viva, ficou com passagem para somente um veículo, impedindo, inclusive, a passagem de ambulâncias, viaturas policiais e do Corpo de Bombeiros, caso ocorra uma emergência. Assis Cavalcante ressaltou que o problema piora nos locais de estacionamento de motocicletas que ficam perpendiculares às calçadas.
RETIRADA
Os comerciantes esperam que as barras sejam retiradas em breve. Assis Cavalcante informou que, no Centro, muitas barras foram retiradas por populares, por acharem que os equipamentos atrapalham a fluidez das vias. O dirigente classista ressaltou que na Rua Floriano Peixoto, por exemplo, mais da metade delas foi arrancada.
A Prefeitura ainda não anunciou quando as barras serão retiradas, mas é provável que os trabalhos iniciem com as instaladas na Avenida Santos Dumont, nas proximidades do viaduto da Avenida Engenheiro Santana e das vias de acesso ao Shopping RioMar, no Papicu.
No Centro, segundo avaliação de Assis Cavalcante, o ideal será ampliar a área de Zona Azul, que gera arrecadação para o Município, além de o preço ser mais barato que nos estacionamentos privados.
Segundo avaliação da gestão municipal, a melhora na fluidez no trânsito de veículos não aumentou a velocidade média nas vias, principalmente no Centro, que atualmente é de 30 quilômetros por hora (km/h).
